Eleições 2026 têm votação tranquila na maior parte do país
Clipping - Site Uerj
Notícia 108 de 887 notícias compartilhadas
Fonte
TV Brasil
Sentimento
Positivo
Valoração
R$ 0,00
Data Publicação
04/10/2026
15:30h
Trazer mais aí um novo boletim. A polícia militar também já deu algumas informações, já mandou um boletim. Foram 45 ocorrências, 15 pessoas detidas por boca diurna. Volto com você no estúdio. Muito obrigada, Elisângela. Passamos por Brasília, por São Paulo, agora seguimos no Rio de Janeiro, porque o governo do Rio de Janeiro...
Mobilizou 17 mil policiais para o primeiro turno das eleições neste domingo. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral autorizou o envio de tropas federais para o Estado. O objetivo é garantir a segurança dos eleitores e dos transportes de unas eletrônicas. Para saber como está a votação no Estado, eu vou conversar agora com a repórter Cláudia Boiunga. Cláudia, boa tarde. Bem-vinda.
Boa tarde, Luciana. Boa tarde a todos. Olha, terminou agora há pouco a coletiva aqui do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro com as últimas informações sobre o dia de votação em todo o Estado. Segundo o último balanço divulgado há pouco, o TRE-RJ registrou quatro prisões por boca diurna ao longo do dia de hoje, mas por conta do processo burocrático que por vezes demora até chegar ao TRE, esse número até o fim do dia deve ser bem maior.
Hoje mais cedo, uma fiscal do PSD, Partido Social Democrático, foi presa depois de filmar o próprio voto na cabine de votação no município de Cardoso Moreira, norte do estado. A conduta é proibida pela legislação eleitoral que estabelece o sigilo do voto e impede o uso de aparelhos eletrônicos no momento da votação.
O juiz da fiscalização da propaganda, Marcelo Rubioli, nessa coletiva que terminou há pouco, também informou que denúncias de compra de voto estão sendo apuradas nos municípios do estado de São João de Meriti, Pedra de Guaratiba e Duque de Caxias. Além disso, uma última informação é que o idoso morreu durante a votação.
em uma sessão eleitoral na Barra da Tijuca. Essa morte foi lamentada pelo Tribunal Regional Eleitoral, mas a votação aí transcorre e já voltou ao normal e transcorre nessa sessão normalmente. Sobre as urnas substituídas, a última informação é que até o momento foram 159 urnas substituídas em todo o Estado.
Uma urna é substituída quando há falha nesse equipamento. A grande maioria das substituições ocorre nas primeiras horas de votação. Agora falando do esquema de segurança.
São 17 mil policiais militares mobilizados para esse esquema especial de segurança no primeiro turno das eleições. A operação inclui ainda reforço da Polícia Civil, da Polícia Penal, de tropas especializadas, de 90 viaturas do Corpo de Bombeiros para apoio à justiça eleitoral. Tudo isso para assegurar que o eleitor possa votar com tranquilidade.
Volto com você, Luciana. Muito obrigada, Cláudia. A gente vem acompanhando, inclusive, aqui nas últimas semanas a situação específica do Rio de Janeiro. Teve muita mudança nos locais de votação justamente por conta de segurança dos eleitores. A gente agora vai viajar até o Piauí. 2 milhões e 700 mil eleitores podem votar na eleição de hoje. Quem tem as informações é a nossa repórter da nossa parceira TV Antares, o Ronei Oliveira.
No Piauí, mais de 2 milhões de eleitores estão aptos a irem às urnas neste domingo para escolherem os próximos representantes políticos. São, ao todo, 74 zonas eleitorais espalhadas entre os 224 municípios piauienses. A maioria do eleitorado no estado é feminino, 51% do total. Os homens são pouco mais de 48%.
Com relação à faixa etária, a maioria do eleitorado tem idade que varia dos 45 aos 59 anos. São mais de 650 mil votos entre este público. Já o eleitorado facultativo é de pouco mais de 340 mil pessoas, entre jovens de até 17 anos e idosos com idade superior aos 70. Rony Oliveira, da TV Antares, para a TV Brasil. Eleições 2026.
Agora vamos saber como está a votação no Rio Grande do Norte. Quem tem as informações é a repórter Amália Ribeiro, da URNTV, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
As eleições seguem tranquilas aqui em Mossoró com relação a infrações eleitorais. Porém, na última quarta-feira, a Polícia Federal apreendeu aqui na cidade 400 mil reais em espécie, que seria supostamente usada na campanha eleitoral de um candidato a deputado estadual, que apresentou defesa à justiça eleitoral.
Além do dinheiro, também foram apreendidos aparelhos celulares, que estão sendo periciados para a investigação. Com relação à votação deste domingo, a presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte ampliou para todo o Estado a prioridade na votação para mulheres amparadas por medidas protetivas de urgência.
A prioridade vai ser garantida em todos os municípios, independente delas estarem ou não acompanhadas por forças especiais. E ainda falando do Estado, o Rio Grande do Norte tem pela primeira vez dois jovens com síndrome de Down atuando como mesários nessas eleições. Um grande passo para a inclusão. De Mossoró, eleições 2026 na TV Brasil.
Nós fechamos esse primeiro momento do nosso giro pelo Brasil, ainda vamos retomar, claro, com outros estados. Nós vamos ver agora como votaram os candidatos à presidência hoje de manhã. Vamos começar pelo presidente Lula, do PT, que votou pela manhã em São Paulo. O repórter Dimas Soldi acompanhou. Foi neste colégio, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde o presidente Lula votou.
Ele chegou às 9h10 da manhã, acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pelo candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e pelo candidato a vice-governador, Martin França. E também pelas candidatas ao Senado por São Paulo, Marina Silva e Simone Tebet. Eu estou muito confiante, não só pelo governo que fizemos, mas pelo trabalho que realizamos durante a campanha.
Estão certos de que nós temos uma participação ao nível nacional muito grande. Estão certos de que nós vamos ganhar essas eleições. Essa é a sétima vez em que Lula disputa a presidência da República. Ele governou o país de 2003 a 2010, depois voltou à presidência em 2023. Agora, aos 80 anos de idade, busca o quarto mandato.
Luiz Inácio Lula da Silva foi líder sindical no ABC Paulista nos anos 70 e um dos fundadores do PT em 1980. Em 2018, foi preso após condenação em processos da Operação Lava Jato. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações à Justiça Federal de Curitiba por considerá-la incompetente para julgar os casos.
Em 2022, Lula disputou novamente a presidência e foi eleito no segundo turno. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, votou no Rio de Janeiro. A repórter Alessandra Lago acompanhou. O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, do PL, chegou por volta das 8 horas da manhã na escola municipal Barão Homem de Melo, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro.
Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda, e sob um esquema de segurança. O candidato cumprimentou apoiadores antes de entrar na sessão eleitoral. Na cabine de votação, fez o número 22 com as mãos. Depois, abraçou a mulher.
Na saída, o candidato à presidência da República falou com os jornalistas. Ele disse estar confiante que irá vencer ainda no primeiro turno. As nossas pesquisas já mostram que a gente ultrapassou no primeiro turno já faz algum tempo. Os nossos treques também mostram uma tendência de alta, o voto inteligente, o voto de revolta já nesse primeiro turno.
Pessoas que votariam em outros candidatos que também são contra o Lula, já votando em Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Então é um movimento muito claro que nós vemos nas nossas pesquisas internas e que eu espero que sejam suficientes para já darem a nossa vitória no primeiro turno. Eu espero de verdade que o Brasil já escolha o seu presidente no dia de hoje, de forma definitiva, com 50% mais um dos votos, pelo menos, em Flávio Bolsonaro.
Após votar em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, foi acompanhar o voto da mulher, Fernanda, no bairro da Tijuca, poucos quilômetros daqui. A equipe de campanha informou que ele vai aguardar a apuração dos votos em Brasília.
O candidato à presidência pelo PSB votou logo de manhã na Nova Cristais, no interior de Goiás. O candidato chegou acompanhado de aliados, como presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. E o governador de Goiás, Daniel Vilela, é claro que a gente está falando do Caiado, do MDB. Daniel Vilela, do MDB.
Após a votação, o Caiado afirmou que encerra o primeiro turno com a sensação de dever cumprido. Ao fazer um balanço sobre a campanha eleitoral, disse ter feito uma campanha de mãos limpas, sem corrupção. E afirmou ter levado ao país propostas para corrigir rumos, combater a violência e reduzir os efeitos dos juros elevados. Questionado sobre um eventual apoio no segundo turno, Ronaldo Caiado, do PSD,
afirmou que ainda não definiu um candidato e que vai esperar a contagem dos votos neste domingo. E o candidato à presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, votou logo pela manhã na cidade de Araxá, no interior de Minas Gerais. Durante a votação, Romeu Zema utilizou o celular.
na cabine da urna eletrônica, o que é proibido. Questionado, o candidato do Novo disse que ninguém o alertou para deixar o aparelho e negou ter fotografado ou utilizado o celular, ou, no caso, o voto, fotografado o voto.
O fato vai ser apurado, é claro, pela justiça eleitoral e ao deixar o local de votação, Zema disse que vai continuar a luta contra o governo e o judiciário, independentemente de resultado das urnas. E afirmou que o resultado de hoje vai mostrar que ele tem eleitores em todo o país.
Eu vou aproveitar essa gafe cometida, então, pelo candidato Romeu Zema, porque é só para a gente trazer aqui a importância de o eleitor sair de casa com uma colinha, ou seja, com os números dos candidatos na ordem que eles aparecem nas urnas já escritas em papel. Vou segurar um pouquinho só para dizer para vocês o seguinte.
Há semanas a gente vem trazendo aqui que o eleitor tem que anotar esses números no papel e que não pode usar o celular na cabine. Então, claro, assim, democraticamente a gente fala que o candidato Romeu Zema cometeu uma gaffe, um erro que é antididático. Ele, como candidato à presidência, não poderia cometer.
Mas eu vou te contar a ordem, então, agora, para você não ter dúvidas. A ordem do que você vai levar na tua colinha, porque ainda tem duas horas de pleito pela frente. Primeiro, vem deputada ou deputado federal com quatro dígitos. Depois, vem deputada ou deputado estadual ou distrital, no caso do Distrito Federal, com cinco dígitos. Depois, vem dois votos seguidos para senadora ou senador. Entenda.
Tem dois votos seguidos para senadora ou senador. Cada um tem três dígitos. Se você chegar lá e botar um número de senador e repetir esse senador, você vai anular um dos votos. Na sequência, vem o voto de governadora ou governador com dois dígitos. E, por último, vem o voto de presidente da República, também com dois dígitos. Não faça como o Romeu Zema, não leve o celular para a cabine.
O candidato à presidência pelo Missão, Renan Santos, votou pela manhã em uma escola na zona sul de São Paulo. Renan Santos, do Missão, votou em uma escola estadual na região de Interlagos, na zona sul da cidade de São Paulo. Ele chegou à sessão de votação por volta das dez e meia da manhã, usando óculos escuros e um casaco preto com adesivo da campanha.
O candidato à presidência pelo Avante, Augusto Cury, votou em Colina, no interior de São Paulo. Augusto Cury, do Avante, votou em sua cidade natal, Colina, município com menos de 20 mil habitantes, a 400 quilômetros de São Paulo. Com roupa social e um adesivo da campanha, o candidato conversou com eleitores e conhecidos.
Na saída, falou com jornalistas e disse que o Brasil pode reconquistar hoje o direito de sonhar. Bom, me acompanham hoje aqui, eu já disse, cientistas políticos Luciana Veiga, Geraldo Tadeu. Mais uma vez, boa tarde para vocês. Muito bem-vindos. Eu queria começar conversando com vocês. É claro que a gente vai fazer várias rodadas de conversa aqui ao longo desse dia.
Mas eu queria começar conversando com vocês sobre essa que a gente considera, que a gente sabe que é a nossa maior festa democrática. E que os brasileiros, Luciana, também sabem que é a maior festa democrática. Porque acabou de sair uma pesquisa do Datafolha há dois dias, dizendo que subiu quatro pontos o número de brasileiros que acreditam que a democracia é, sim, o melhor sistema de governo para nós. 73% dos brasileiros acreditam isso.
O que esse número pode revelar sobre esse momento, essa conjuntura, a foto do momento? Então, Luciana, eu acho que é assim, a gente fica até emocionado de ver essa sequência de notícias, né? Porque é realmente uma grande festa. Você imagina que estão 158 milhões, vírgula 700 mil, ou seja, praticamente 160 milhões de brasileiros hoje, e nas urnas, num dia só, de 8 até às 17 horas.
Nesse país inteiro, a gente fez aí uma rodada para a gente ver as pessoas comparecendo. Você percebe quando a gente vai às urnas que as pessoas estão alegres de estarem lá, têm uma satisfação, as pessoas gostam de participar. Então, assim, é muito significativo, particularmente porque, né?
A gente teve ali, por volta de 18, uma queda grande. De modo geral, essa taxa foi uma taxa muito recorrente. Ao longo da história, apenas 20% dos brasileiros não pensavam muito bem dessa maneira. Mas a gente tem a partir ali, depois que foi 13, 14, lembrando que 13 tiveram as passeatas de junho, que teve um desgaste muito grande.
Depois a gente teve o processo do impeachment da presidente Dilma. Então você vai tendo ali um desgaste com a democracia, que quando chega na véspera de 18, essa taxa está muito mais baixa. Ou seja, havia muito menos adesão à democracia. Que volta a subir depois de 18, e aí a gente tem agora, chegam essas taxas, o que é muito importante. Mais importante do que o retrato do momento,
é essa curva ascendente de 4 pontos percentuais que subiram. Então, isso é super importante. Vocês acham que o 8 de janeiro de 2023 tem relação com isso, esse sentimento do brasileiro de que se sentiu realmente ameaçado, de verdade, no seu direito de voto e de participar dessa festa democrática?
Sim, eu acho que esse é um ponto marcante dessa trajetória a qual a Luciana se refere, do conceito de democracia, da ideia da democracia. Foi o momento mais crítico, foi o momento onde a gente viveu momentos de muita incerteza. Eu me lembro até, foi um domingo, eu cheguei em casa tranquilo, da rua, enfim.
liguei a televisão e vi aquela situação de uma completa desordem. E acho que esse foi o sentimento da maioria do povo brasileiro quando viu aquilo. Eu queria destacar também que a nossa democracia, ela traz uma festa democrática também inclusiva. Esse ano, o TSE baixou uma resolução
facultando as pessoas com deficiência pleno acesso a esse direito. São quase 2 milhões de pessoas com deficiência que puderam votar com o voto assistido. Então, é algo que nos orgulha muito.
Foi assistido, inclusive, para transporte quem tinha problemas de mobilidade. Foi algo que é muito novo e os TREs disponibilizaram esse transporte. Então, nós noticiamos isso muito para que mais pessoas estivessem incluídas aí na sua cidadania plena.
E aí voltou... Inclusive, sem querer te interromper, até a repórter do Piauí disse que dois mesários com síndrome de Down, né? Então, você percebe isso, essa inclusão, que é bastante interessante. Desculpa, Geraldo. Não, é inclusão no sentido amplo, né? Quer dizer, que todos os brasileiros, independente da sua condição, independente do local de moradia, ou da idade, ou de alguma condição médica especial, eles têm esse direito. E a gente...
Observa nas zonas eleitorais pessoas bem idosas que vêm em cadeira de rodas e fazem questão de vir e colocar seu voto na Unicef. É a melhor prova desse 73% de aprovação. E acho que a democracia tem uma característica aí, independente do resultado que ela traz.
Ela é o melhor método de escolha de governantes que existe, como dizia Churchill. É o pior método que existe, a parte de todos os outros que já foram testados pela humanidade até hoje. E esse ano é um ano até de festa para a gente. Daqui a pouco a gente pode falar sobre isso, porque a gente também está celebrando 30 anos da urna eletrônica.
Algo que trouxe muita mobilidade, celeridade para o nosso processo eleitoral, muita credibilidade para o nosso processo eleitoral, a despeito de algumas pessoas que querem descredibilizar o nosso processo e a urna eletrônica. Eu vou continuar fazendo o giro pelo Brasil e já volto a conversar com vocês.
Porque em Pernambuco, 7 milhões e 200 mil eleitores devem votar hoje. Então, direto do Recife, o repórter Gabriel Ferreira, da TV Pernambuco, que é emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública, tem mais informações. Gabriel, boa tarde e bem-vindo.
Olá, muito boa tarde para você. Uma ótima tarde a todos que nos acompanham neste momento. Eu falo ao vivo aqui da zona norte da capital pernambucana. Estou em um colégio particular aqui do Recife, que é um dos 420 locais de votação espalhados aqui na capital pernambucana.
que conta ainda com 11 zonas eleitorais, por onde passam mais de 7 milhões de eleitores, como vocês bem destacaram. Aqui, neste momento, o movimento está tranquilo, especialmente nesta parte do térreo, mas no piso superior, de acordo com informações de eleitores que passam por aqui, também de pessoas envolvidas aqui no trabalho,
No segundo piso, algumas filas foram registradas, o que tem sido uma tônica dessa eleição aqui em Pernambuco. Pelos lugares que nós passamos mais cedo, muitas filas registradas, gente inclusive declinando do próprio voto, outras pessoas dizendo que vão voltar em outro momento. Então, é também algo para a gente ficar de olho, porque um número alto de abstenções pode ser que aconteça caso esses eleitores não votem. Então, é algo para a gente ficar de olho.
Neste momento, como eu destaquei, movimento aqui bem tranquilo, como vocês podem perceber nas imagens do repórter cinematográfico Cláudio Caça, e há pouco o TRE emitiu um comunicado, disse que 90 urnas eletrônicas foram substituídas até o início da tarde, e isso representa menos de 1% do total de 22.694 urnas que estão espalhadas no Brasil.
pelo Estado de Pernambuco. Essas são as informações que nós temos até o momento e a qualquer instante a gente pode voltar trazendo outros detalhes dessa eleição aqui em Pernambuco. Volto com vocês aí no estúdio.
Muito obrigada, Gabriel, de Pernambuco, que é o nosso sétimo maior colégio eleitoral. A gente vai seguir agora para a região norte. Vamos para Belém do Pará. O repórter Matheus Miranda, da nossa parceira TV Cultura do Pará, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública, tem as informações. Matheus, boa tarde e bem-vindo.
Muito boa tarde, Luciana. A todos estamos acompanhados pela programação da TV Brasil. Aqui no Pará, são mais de 6 milhões e 200 mil pessoas que estão aptas para votar nos 144 municípios do Estado. Foram disponibilizadas mais de 23 mil urnas em mais de 22 mil sessões aqui no nosso Estado.
Um aspecto que chama a atenção nessas eleições foi o aumento da quantidade de pessoas aptas para votar entre os quilombolas e indígenas. Entre os quilombolas, o crescimento foi de 85% em relação a 2024, passando de 12.649 para 23.422 quilombolas. E entre os indígenas, o total passou de 11.169 para 17.069, com aumento de 52%.
Como o estado do Pará é muito grande, existe toda uma logística especial para mandar as urnas para regiões um pouco mais restritas. Ou seja, foram utilizados veículos, embarcações, aviões e helicópteros para essas urnas chegarem em alguns municípios. Foram 7.786 veículos, entre carros e outros, 1.203 embarcações, 7 aviões e 6 helicópteros. E em locais com...
infraestrutura e comunicação pouco mais restritas, o TRE vai utilizar novos satélites com baixa órbita para transmitir dados, incluindo os resultados. Segundo o TRE, vão ser utilizados esses novos satélites em 65 municípios paraenses.
Para o Governo do Estado, são seis candidatos. O que chama a atenção aqui no Pará é que são cinco candidatas, cinco governadoras que estão sendo aptas para receberem votos. O Pará conta com 417 candidatos registrados para disputar as 41 vagas na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, a Alepa, nas eleições de 2026.
e também tem 251 candidatos disputando 17 vagas na Câmara dos Deputados, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Eu falo diretamente da escola Augusto Meira, que é um colégio estadual aqui da capital paraense, Belém. Inclusive, boa parte dos votantes aptos para votar nas eleições no Pará de 2006 são aqui da capital paraense. Cerca de 15% dos votantes são da capital paraense e 20% da região metropolitana. Eu tive a oportunidade de conversar com alguns votantes.
E eles me falaram que demoraram muito para votar durante o período da manhã aqui na capital paraense. Pessoas falando que demoraram uma hora, duas horas para votarem justamente por causa do fechamento de algumas sessões, ou seja, aumentaram o número de filas e também por causa da quantidade de
pessoas votadas. São seis votos para cinco candidatos. Então, isso naturalmente provoca um pouco mais de demora no momento de votação. Mas aqui, no Augusto Meira, um pouco mais de 5 mil pessoas passaram pelo colégio durante o período da manhã, mas em conversa com pessoas que trabalham no colégio, eles me informaram que esse horário da tarde já é um pouco mais tranquilo. Então, aqui na capital parense, quem quiser votar agora, pode ser que pegue menos filas e demore menos tempo para conseguir votar.
Vale destacar que as votações começaram a partir de 8 horas da manhã e se encerram às 5 horas da tarde. Mas caso o eleitor esteja na fila nesse horário, ele ainda vai poder votar. Capital Paraense, inclusive, tem se destacado pela celeridade no processo de apuração dos votos.
Com o que tudo indica, até o início da noite, nós vamos saber quem serão os representantes do nosso Estado na política dos próximos anos. Depois, para você, no Estúdio Luciana, Matheus Miranda, eleições 2026. Muito obrigada, Matheus. Falando, então, vocês viram a participação aí da nossa rede de comunicação pública. Acabamos de falar, então, com a TVE do Pará.
E aqui também, ao longo da nossa programação, nós vamos contar com a participação da Agência Brasil, que é também da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação. Quem fala então com a gente agora é a Mariana Torcárnia. Mariana, boa tarde, bem-vinda.
Boa tarde, Luciana. Boa tarde aí para todo mundo que acompanha a gente aqui nesse domingo de eleição. Aqui na Agência Brasil do Rio, a gente está desde as seis horas da manhã com a equipe na rua, acompanhando aí as zonas eleitorais, acompanhando o que está dando certo, o que não está, as filas.
E a gente está acompanhando também a votação dos candidatos à presidência. Aqui no Rio a gente acompanhou a votação do Flávio Bolsonaro. Tudo isso você encontra aí na página da Agência Brasil. A gente tem várias matérias de serviço também. O que levar na hora de votar, como ver o seu local de votação. Essas dúvidas que surgem de última hora, está tudo ali na página da Agência Brasil.
Eu vou destacar, Luciana, também, duas matérias que a gente publicou nos últimos dias, que são bem importantes. A primeira delas é sobre ataque a candidaturas de pessoas LGBT nas redes sociais. Uma matéria foi feita pela Cristina Índio do Brasil, foi publicada nesse sábado.
E ela é um levantamento da plataforma Sentinela, que mostra que foram mais de 13 mil ataques, mensagens de ódio, aí nas redes sociais a esses candidatos. Uma segunda foi feita pela Tamara Freire, que é sobre deepfake, esses vídeos feitos por inteligência artificial, todos falsos, que mostram candidatos falando coisas que não falaram.
Foram identificados pela Agência Lupa de Checagem 550 publicações desse tipo durante essa campanha de primeiro turno. Bem grave, porque eles são proibidos. Isso não pode ser usado. Então, tudo isso e muito mais você encontra na Agência Brasil. Lembrando que todo o nosso conteúdo é gratuito. Ele pode ser também reproduzido, replicado, desde que citada a fonte.
Obrigada, Luciana. Desejo aí um bom voto. É muito importante a gente comparecer às urnas, lembrando que isso é um direito que a gente conquistou, principalmente nós mulheres, muito esforço. Então, bom voto aí para todo mundo.
Obrigada, Mariana, maravilhosa. Já me deu a deixa, então, para mais uma conversa aqui. Eu prometi que a gente falava de urna eletrônica, já já a gente fala da urna eletrônica. Mas a Mariana traz aqui duas reportagens, então, da Agência Brasil, que para mim as duas trazem números muito importantes. Primeiro, Luciana, falar sobre os ataques de ódio. Todas as pesquisas indicam
que os ataques de ódio político, elas vêm em maior força, maior intensidade e em maior quantidade contra mulheres. E isso é muito conectado com a falta de representatividade que a gente tem e a luta que nós mulheres temos também para estar na política, para propor as nossas pautas.
Então, eu queria que você comentasse isso do ponto de vista até do voto feminino, que se diferencia cada vez mais justamente por causa dessas pautas, do voto masculino.
Então, Luciana, esse é um ponto importante. Você trouxe, aliás, vários elementos que vale a pena a gente discutir. O primeiro é a questão da desinformação, discurso do ódio. Isso efetivamente atrapalha o processo democrático e a escolha do voto. Porque você passa a ser orientado por informação que não é verdadeira ou a partir de sentimentos que não devem ser os sentimentos norteadores da decisão eleitoral.
E o que é mais grave nesse processo todo é que isso não é uma coisa que acontece ao acaso. Isso é uma coisa planejada, isso é uma coisa que é fruto de uma estratégia de alguém com o intuito de atacar, enfraquecer, deslegitimar o outro. Então, isso é muito grave.
Luciana, inclusive, vou fazer um parênteses aqui para te fazer essa pergunta, porque toda vez que a gente fala com mulheres sobre envolvimento na política...
A gente fala das mulheres, sempre tem uma palavra que aparece, que é medo. Eu tenho medo de entrar na política. Então isso é uma estratégia também para desestimular a entrada das mulheres na política? Sim, com certeza, porque em última instância é um tipo de violência. Quanto a gente lida hoje, existem cinco, seis tipos de violência política contra a mulher. Isso já existe uma categoria que é violência política contra a mulher.
E esse tipo de violência é demarcado um deles. Por quê? Porque, em última instância, isso afeta muito a mulher, porque, inclusive, diz respeito a ela e diz respeito, muitas vezes, à família, à reputação dela. Então, isso é muito desencorajador para que uma mulher continue na disputa. E tem um efeito. Você percebe que muitas colocam, se fecham, dão um passo atrás.
E isso acaba repercutindo na capacidade de representação. Nós já temos poucas mulheres representantes. Se você tem essas estratégias que desencorajam, ainda ficam bem maiores. Então, é muito importante que você tenha isso que nós estamos fazendo aqui. É importante falar do papel das agências de checagem. Ela falou da lupa. Então, isso é super importante para que a gente tenha estratégias para mitigar esse tipo de comportamento que nada contribui para a democracia.
A papel da agência de checagem, Geraldo, a gente, nos últimos anos, eu acho que desde a nossa experiência em 2022, nós jornalistas, a gente vem tentando trazer o melhor para o nosso telespectador, para o nosso leitor, de uma maneira geral, porque a gente tem trazido informação com muita qualidade, com muita checagem, muito número.
Em contraponto, porque nós, a imprensa profissional, passou a ser o contraponto da desinformação e uma desinformação que vem muito conectada com o ódio, que normalmente essa desinformação vem propagando ódio. Mas o TSE...
Geraldo, o TSE também fez um papel muito interessante nesses últimos anos, porque ele fez toda uma preocupação com a deepfake, ele fez campanha com os eleitores e as campanhas sempre diziam preste atenção, não caia em mentira, cheque as informações, não compartilhe, especialmente nas mídias sociais, vem muito isso através do WhatsApp e a gente falou muito isso em 2022.
das mídias que vêm, que é compartilhe, compartilhe, não compartilhe informação sem checagem. Você acha que o eleitor está mais atento agora, depois disso? Muito atento. Os eleitores com quem eu tenho conversado mostram claramente que eles entendem que não devem dar sequência a...
qualquer mensagem que chegue, que eles precisam checar a fonte. Isso é, em boa parte, o resultado dessa campanha que o TSE vem fazendo, vamos reconhecer isso, há mais de um ano, pelo menos. A gente tem visto essas propagandas na televisão e isso tem alertado os eleitores. E a gente está vivendo agora numa época de pós-verdades, né? Ou seja, traduzindo pós-verdades, as pessoas mentem. Mentem que não sentem.
Mesmo sob verdades absolutas, né? Sob verdades absolutas. Tipo, a terra plana e daí vai, então. Uma célebre citação de uma porta-voz do presidente Trump, no primeiro mandato dele, e que questionando uma notícia da imprensa, ela disse que possuía fatos alternativos.
Ou seja, essa disfarçatez com que muitas pessoas mentem está ligada, evidentemente, a essa chamada era da pós-verdade e isso redobra a necessidade, principalmente para o jornalismo profissional, para se distinguir disso e que seja um parâmetro. Quando a gente vê uma informação duvidosa, eu vou na agência Brasil, vou em outras agências sérias de jornalismo para saber se isso é verdade.
É uma luta importante para fortalecer a democracia. A inteligência artificial virou também uma ferramenta para o bem e para o mal em relação a isso. Tem muita gente já fazendo checagem na inteligência artificial, mas a gente sempre lembra que a própria inteligência artificial ainda está sendo montada.
E através de várias notícias, então ela também erra mesmo. Empresas de comunicação, big techs, falam isso. Não confie totalmente, porque ela ainda está em processo de evolução. Tem pelo menos três coisas que são importantes chamar atenção. Primeiro, eu vi uma campanha do TSE que eu achei bastante interessante, no sentido, na dúvida não compartilhe.
Por que essa campanha é muito importante? Porque nós fizemos alguns experimentos com pessoas sobre desinformação e a gente percebeu o seguinte, muita gente compartilha, se ela tem dúvida, ela compartilha justamente para que o outro tire a dúvida dela, mas ela não escreve, estou com dúvida, ela compartilha, o outro ao receber entende que ela validou aquilo.
Então, assim, é muito importante, porque tem muita gente que compartilha, não por má fé, mas porque tem dúvida e quer saber se o outro acha que é verdade. Então, eu acho que o TSE, ao fazer essa campanha, conversa muito bem com essa pessoa. Então, isso foi muito positivo. Então, fica o recado, na dúvida, não compartilhe. Eu acho que isso é importante. E o segundo, que é essa questão, que é o estratégico, que aí é o grande problema das agências de checagem, que elas não conseguem resolver todos os problemas. Sim.
Por quê? Porque tem aquele que compartilha sabendo que não é verdade, mas combina com o que ele pensa e passa para frente. Então, esse não adianta você corrigir a correção, porque a correção só faz ele ficar ainda mais a risco e aí ele faz mais isso ainda.
Então aí o desafio da desinformação é muito grande. Eu prometi que falava com vocês sobre a urna eletrônica. A história do voto no Brasil foi marcada por fraudes em eleições. Isso acabou após a implantação do sistema de voto eletrônico, que acaba de completar 30 anos. Por isso eu falei que era um ano especial. Vamos acompanhar então na reportagem.
Desde a independência do Brasil, desvios e manipulações acompanharam o voto em cédula. Na República Velha, o cabresto para favorecer candidatos das elites. No século XX, entre vários episódios, a empresa Proconsult, contratada pela Justiça Eleitoral, subtraiu votos de Leonel Brizola na disputa ao governo do Rio. O pedetista foi eleito com a revelação da fraude pela imprensa.
Nos anos seguintes, as fraudes foram inovadas. Urna emprenhada e mão mágica foram algumas delas. Em 1996, o Brasil adotou pela primeira vez o equipamento. Naquele ano, as eleições municipais foram informatizadas para aproximadamente 30% do eleitorado.
O primeiro pleito completamente realizado com a urna eletrônica foi o das eleições municipais de 2000. Era preciso que a plataforma fosse segura, inviolável, superasse os desafios logísticos do país e fosse, ao mesmo tempo, de simples utilização. Todos os softwares desenvolvidos pela Justiça Eleitoral são disponibilizados para verificação de diversas instituições um ano antes do pleito. Depois da observação, eles são lacrados.
Entre diversos mecanismos de proteção à integridade da urna eletrônica está o fato de ela ter um código aberto, que pode ser conferido por todos. A urna não está conectada à internet, bluetooth ou nenhuma outra rede, o que faz com que ataques à distância não sejam possíveis. As informações em cada unidade são criptografadas, sem falar de aproximadamente outras 30 barreiras de segurança. A urna eletrônica fez do Brasil uma referência internacional de lisura e agilidade de apuração.
O maior desafio do sistema agora não está na resistência a ataques cibernéticos, mas sim no combate à desinformação.
Muito bem, Geraldo, descredibilizar a urna eletrônica parece que é algo que determinados grupos, e aí eu nem vou usar só no Brasil, porque a nossa urna eletrônica sofre tentativa de descredibilização, inclusive por agentes estrangeiros, né? Então, assim, descredibilizar o nosso processo serve a quem?
Ah, serve um bocado de gente. A gente podia ficar bastante tempo aqui relatando todos os interessados nisso. O fato é que, e eu acompanho isso desde aquela época, antes da ordem eletrônica, era uma loucura. As cédulas eram rabiscadas, eram anuladas muitas vezes. Então nós tínhamos níveis de 30, 35% de voto branco e nulo.
Votos que hoje caíram para a média de 7, 8%. Então, só aí a gente já tem um ganho muito expressivo. E não houve até hoje, nesses 30 anos, nenhuma denúncia crível de qualquer tipo de irregularidade com relação às urnas eletrônicas. E poucas pessoas sabem o processo. É checado pelos partidos políticos. Todos os partidos políticos têm acesso ao código-fonte.
o Ministério Público Eleitoral, o TSE já se deu ao luxo, imagine você, de convidar os hackers para tentar entrar no sistema. Sim, nós acompanhamos isso também. E eles não conseguiram. Não conseguiram. Então, assim... Porque não tem como. A campanha de descredibilização, além de ser uma palavra difícil de falar, ela atende a interesses ideológicos. Ela não atende a interesses... Não há fatos que sustentem isso. Então...
a despeito de todo o processo ser extremamente transparente e seguro, eles vão continuar descredibilizando, porque é interesse desses grupos, principalmente dos grupos de extrema direita, que trabalham nessa ideia de descredibilizar um fundamento de legitimidade do próprio poder, das instituições políticas.
Inclusive, eu acho que, eu vou te perguntar, você pode discordar, Luciana, mas isso não tem a ver também com uma questão, inclusive, de soberania, porque falar contra o nosso processo eleitoral e contra a nossa urna não é mais um elemento dos ataques à nossa soberania que nós temos acompanhado, especialmente do governo dos Estados Unidos. A gente viu agora...
Antes de ontem, não tem nem 48 horas que a gente tem aí embaixadas sendo fechadas, embaixadas americanas no Brasil, suspeita de bomba, tentou-se mandar agentes dos Estados Unidos, que justamente são críticos à urna eletrônica para o Brasil, entre outros ataques ao nosso processo. Então, a questão dessa desformação...
Em relação à urna eletrônica, primeiro, a gente tem que pensar que existe um discurso de fraude, e quando eu busco para esse discurso internacional, eu não quero mitigar ou diminuir a gravidade dele aqui. Muito pelo contrário, quero mostrar o quanto ele é importante, mas também o quanto ele está inserido. Existe um discurso de fraude eleitoral que perpassa várias eleições no mundo inteiro.
Esse discurso de fraude eleitoral, ele tem alguns elementos para você discredenciar as eleições. E um deles é de caráter técnico. Então, por exemplo, nos Estados Unidos se dizia da questão da votação por correspondência. Então, que tinha algum problema na entrega desse voto por correspondência. Aqui, ela tem essa maneira contra a urna eletrônica.
Ou seja, da maneira que descredibilizam lá o processo eleitoral... Descredenciar aqui. Isso. Esse é um primeiro ponto que eu acho que é importante. Inserir essa discussão da fraude das urnas eletrônicas dentro do discurso maior de fraude eleitoral que tem no mundo inteiro.
De novo, sem tirar a gravidade dela. O segundo ponto que eu acho importante dizer do que você trouxe é o seguinte, hoje existe cada vez mais dedicação para que se avalie, existe inclusive um termo específico para isso, que é a desinformação internacional e a influência dela nas eleições de um país.
Então isso também, hoje tem ficado, ONGs internacionais têm prestado atenção nisso. Então isso que você está falando é uma possibilidade e a gente já tem estudos realizados a respeito disso, porque é uma nova maneira de você influenciar, via desinformação, a soberania dos países. Então existe também isso, hoje é uma coisa que...
Cada vez mais as pessoas ficam atentas em relação a isso. E, por fim, eu queria só dizer uma coisa sobre o cidadão comum. O cidadão comum, quando a ideia da descredenciamento das urnas eletrônicas, ele também passa por algumas características da própria cultura política. Por quê?
As pessoas às vezes dizem o seguinte, em um dos experimentos que nós fizemos, um dos grupos focais que nós fizemos, pesquisa na universidade, exatamente sobre a confiança das urnas eletrônicas, uma pessoa disse o seguinte, olha, eu não confio. Sim, mas por que você não confia? Aí ele perguntou para mim assim, você já abasteceu o seu carro?
Eu falei, já? O seu carro, você já parou para pensar que ali, ao passar a substância, ele podia não ser combustível? Eu já disse assim, mas olha só, se eu andar, o carro vai andar, não vai? Então, não pode ser outra coisa que não seja combustível, se o carro funcionar. Sim, correto. Mas a lógica é, a desconfiança interpessoal é grande.
Então, assim, existe uma desconfiança da urna eletrônica que ela vai além da desconfiança das instituições, além da desconfiança que também passa por uma questão da confiança interpessoal e que é imune às evidências. Porque, afinal de contas, você pode dizer o que for para essa pessoa em relação às evidências, tudo isso que nós estamos falando, mas ela, por uma alta confiança, e a gente tem que conversar depois, é um assunto longo.
sobre o que leva a aceitar a desinformação e esse discurso que não é baseado em evidências.
Muito obrigada, eu vou fazer, a gente vai continuar conversando, chegamos a metade só do nosso programa, eu vou ter que fazer um rapidíssimo intervalo, mas se eu fosse você, não saia daí, a gente ainda vai fazer um giro agora, ainda tem Amazonas na nossa volta, tem Minas Gerais, nosso maior colégio eleitoral, vamos voltar a Brasília, voltar a São Paulo, dar uma olhada aqui no Rio de Janeiro, Espírito Santo, ou seja, voltamos já já com a nossa cobertura especial, eleições 2026, fica aí.
No Prêmio TV Brasil Petrobras, para elas, o público é quem escolhe a craque da torcida. Entre 18 jogadoras representando cada clube, só uma vai sair vitoriosa. Já sabe quem depender nessa partida entre a elite do futebol feminino? Aponte seu celular para o QR Code, acesse o site e vote na sua jogadora favorita. É hora de entrar!
em campo com tudo cultura e toda a diversidade em forma de conteúdo agora ainda mais muito mais plural bem vindos a nossa TV Brasil eles fizeram longos percursos eles entenderam pelo caminho
Deram aquela pausa para descansar. E agora estão prontos para invadir a tela da gente com muita fofura, elegância e valentia. Espécies com fama já consagrada. E outras nem tão conhecidas assim. A vida selvagem em novas séries. Aqui na TV Brasil.
Estamos de volta com o nosso programa especial eleições. Você seja muito bem-vindo, muito bem-vinda que está se juntando a nós nesse momento. Nós vamos direto agora para Brasília começar mais uma vez o nosso giro pelo Brasil. A repórter Selma Dias está na maior sessão eleitoral da capital federal. Selma, boa tarde, bem-vinda.
Oi, Luciana, muito obrigada. Boa tarde para você e também para quem acompanha essa cobertura aqui pela TV Brasil. Falta pouco mais de uma hora para o encerramento das sessões e o eleitor que estiver nas filas vai poder concluir o seu voto. Isso vale para todo o Brasil. Aqui no Distrito Federal, mais de 2,2 milhões de eleitores estão aptos a votar e esse é o maior número registrado.
nos últimos 16 anos. Eu estou na área central aqui de Brasília, numa sessão na Asa Norte, movimento tranquilo, já se encaminhando para o final, sem filas. Esse também é o sentimento da Polícia Federal, essa votação ocorre tranquilamente. Foram registrados apenas quatro casos de boca diurna na capital e também uma prisão pela Polícia Civil por porte de arma em local de votação, mas não foram registrados crimes eleitorais.
A gente tem também a informação do TRE, que tem 7 mil, mais de 7 mil urnas disponibilizadas para esse primeiro turno das eleições. Por enquanto, apenas um equipamento apresentou instabilidade, precisou ser trocado. Também seis locais de votação tiveram problemas com fornecimento de energia.
mas isso não atrapalhou a vida do eleitor porque os equipamentos continuaram funcionando com baterias internas. Eu acho que a segurança é um ponto importante para a gente levar em consideração aqui no Distrito Federal, até se a gente olhar para trás e lembrar das eleições de 2022. A polícia militar reforçou a segurança, colocou mais de 6 mil homens...
nas ruas do Distrito Federal, especialmente ali na área central de Brasília, na Praça dos Três Poderes, onde estão os prédios ali do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e também do Congresso Nacional. Então, além desses 6 mil homens da Polícia Militar, a Polícia Civil entrou com 420 agentes, sem falar também no trabalho que está sendo feito pela Polícia Federal.
A gente vai continuar acompanhando essa reta final de votações aqui no Distrito Federal e devolvo para você no estúdio, Luciana. Muito obrigada, Selma. Qualquer nova informação é só chamar a gente aqui. Do Centro-Oeste eu sigo então para o Sudeste de volta. Vamos saber como está a votação em Minas Gerais, nosso segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Quem tem as informações é o repórter Sulimar Silva, da Rede Minas, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública. Sulimar, boa tarde e bem-vindo.
Boa tarde para você também, boa tarde para quem está conectado e ligado conosco. A votação segue tranquila aqui em Minas Gerais. Boa parte dos candidatos ao governo do Estado já votou aqui em Minas Gerais. Alguns tiveram problemas e esperaram na fila por mais de duas horas, como é o caso
do candidato do Partido dos Trabalhadores, Patrus Ananias. Os outros candidatos também votaram com tranquilidade. E falando neste tempo, nas filas de votação, a média para cada eleitor aqui em Minas Gerais, e principalmente em Belo Horizonte, é de 40 minutos. E a grande preocupação das pessoas que estão na fila, e nós tivemos registros aqui em Belo Horizonte de muitas sessões lotadas, é de que estes eleitores...
até voltaram para as suas casas e preferiram retornar depois. E quem chegar até às 5 da tarde, nas sessões eleitorais, os portões serão fechados, mas poderão voltar e estarão dentro destas sessões.
É uma tranquilidade a mais para quem precisa votar. O TRE vem acompanhando estes casos, dessas filas que vêm se formando aqui em Belo Horizonte, mas diz que é exatamente o tempo que cada um tem que ter a tranquilidade para poder votar. Nós tivemos também aqui em Minas Gerais 122 urnas.
Aquele mapa mostra o número de urnas e também as seções e as regiões do Estado onde essas urnas foram substituídas. Neste momento, acabamos de ter uma nova atualização, 123 urnas, do total de 52.062 urnas. Falando das ocorrências policiais que aconteceram aqui em Minas Gerais, nenhuma de grande destaque. Aqueles casos de boca de urna, nós tivemos 32 termos circunstanciados de ocorrência assinados
e mais um boletim de ocorrência, mas nenhuma prisão efetiva foi realizada. Somente pessoas que estavam distribuindo os santinhos, o que é proibido pela legislação eleitoral, e fazendo essa boca diurna. O Corpo de Bombeiros também aproveitou para atualizar a situação de pessoas que passaram mal aqui no Estado. Até às três da tarde foram 18 pessoas que também tiveram problemas de saúde.
Em zonas eleitorais, tivemos uma ocorrência de queda de árvore em uma zona rural da cidade de Ibiturama e também um enxame de abelhas em patrocínio no Alto Paranemba. Mas esse enxame de abelhas causou apenas confusão, porque é um enxame de abelhas sem ferrão. Segue com muita tranquilidade esta eleição aqui em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, e a expectativa...
devido aos números que vêm sendo mostrados, é que a eleição possa também ser decidida ainda no primeiro turno. E aí nós vamos aguardar toda essa situação de como ficará para um provável segundo turno, se é que ele vai acontecer também. Eu volto com você.
Muito obrigada, Sulimar. Vamos continuar, então, na região sudeste. É muito bom saber que nem a abelha está atrapalhando a nossa eleição. Vamos continuar no sudeste para dizer que a gente vai agora para o Espírito Santo, onde está a repórter Camila Soares, da TVA do Espírito Santo, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública. Tem as atualizações por lá. Camila, boa tarde e bem-vinda.
Boa tarde, muito obrigada. Olha, a gente aqui no Espírito Santo, a gente tem quase 3 milhões de eleitores aptos a votar e 13, 14% deles, desse público, não tem obrigatoriedade, mas está fazendo questão de comparecer às urnas.
Então, a gente está tendo a presença amassante desse público que não tem mais essa obrigatoriedade. É o que a gente está percebendo, pelo menos aqui na Grande Vitória. Nos 78 municípios, as eleições já tiveram algumas ocorrências. Foram 92 ocorrências de boca diurna e quatro pessoas foram detidas até o momento. Nos locais de votação também foram registradas, em alguns pontos,
Filas de espera de até uma hora e meia até conseguir registrar, de fato, o voto. Então, tem essa questão das filas de espera. As pessoas estão comparecendo também, né, bastante às urnas. E cerca de 10 mil agentes de forças policiais estão aqui atuando para garantir que o direito de voto seja exercido por todos os capixabas que têm esse direito de votar. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, até o momento...
38 urnas precisaram ser substituídas e já estão funcionando plenamente em todo o estado. São mais de 10 mil urnas funcionando aqui no Espírito Santo. Nesse momento a gente está no TRE, onde daqui a aproximadamente uma hora começa a apuração dos votos.
E o Espírito Santo tem uma tradição de seguir aí na frente, finalizando essa apuração. Então, a gente vai acompanhar e em breve também ter esses resultados, assim como em todo o Brasil. Luciana. Muito obrigada, Camila. 15 horas e 59 minutos. A gente ainda tem mais uma hora de votação, então, no Brasil, pelo horário de Brasília. Vamos cruzar o país? Vamos para a região norte?
O repórter Wesley Lira, da TV Encontro das Águas, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública, tem informações direto de Manaus. Wesley, boa tarde e bem-vindo. Oi, Luciana, boa tarde para você, para quem acompanha a gente. Olha, subiu para 27 o número de ocorrências de crimes eleitorais aqui no estado do Amazonas na eleição deste primeiro turno de 2026. Os registros, eles incluem suspeitas de compra de voto, descumprimento
da Lei Seca, irregularidades envolvendo a compra de combustível e também o transporte irregular de eleitores. Na Lei Seca, a gente teve sete ocorrências relacionadas, então, à questão da venda das bebidas alcoólicas. Tivemos seis registros de compras de voto, também três ocorrências de compra de combustíveis, além também de outros casos registrados de...
panfletagem, tentativa de comício, boca diurna, suspeita de crime eleitoral envolvendo esse transporte irregular de eleitores. A gente teve também uma outra situação, Luciana, de um eleitor que infelizmente acabou morrendo dentro de uma sessão eleitoral aqui em Manaus. Um idoso de 75 anos estava dentro da sua sessão no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, quando teve um mal súbito e acabou morrendo.
Sobre as urnas aqui no estado, até o último balanço, 14 urnas precisaram ser substituídas. A gente teve também nove urnas que passaram por manutenção sem precisar da troca. Sobre o trânsito a capital, pelo menos nesse começo de tarde, tudo muito tranquilo. A gente está aqui na região centro-oeste da capital amazonense, bairro Dom Pedro.
onde, pelo menos nessas primeiras horas da tarde, tudo realmente tranquilo. Lembrando que aqui a eleição começou um pouquinho mais cedo, por conta do horário unificado, nosso fuso horário aqui a gente tem uma hora a menos, então começou às sete da manhã e está encerrando, então, a votação a partir das quatro horas da tarde. Luciana.
Muito obrigada, Wesley. A gente vai continuar na região norte para te contar que o Pará conta com mais de 6 milhões e 200 mil eleitores aptos a votar nessas eleições de 2026, segundo dados oficiais divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará. Vamos acompanhar então como foi o início da votação na reportagem da Lana Oliveira, da TV Cultura do Pará.
Em Belém, as sessões começaram a receber os eleitores no horário previsto. Em alguns locais houve filas, em outros o fluxo foi tranquilo. Com a colinha em mãos, a expectativa era de agilidade na hora da votação. A colinha já está aqui, não vou mostrar, mas está aqui já no papelzinho. Entre os eleitores também estão os que têm voto facultativo. Jovens de 16 a 17 anos, idosos com mais de 70 anos e pessoas não idosas.
não são obrigadas a votar. Mesmo assim, muitos fizeram questão de participar. É uma sensação de responsabilidade, né? Porque agora eu meio que estou fazendo parte dessa decisão. É um direito que nós temos, é um dever cívico também, né? E as mulheres são a maioria entre os eleitores do Estado. Elas representam 51% do eleitorado apto a votar. A gente tem que escolher bem o nosso voto, né?
para que as mulheres sejam bem representadas lá no Brasília. Neste ano, o Pará contou com duas novidades. A primeira é o satélite de baixa órbita para chegar até comunidades de difícil acesso. E a segunda, com apoio de órgãos ambientais para auxiliar nos riscos de eventos climáticos. A gente faz todo um cenário de riscos em todas as localidades. Nós temos regiões bem diferentes umas das outras.
E a gente começou a fazer parcerias com órgãos de meteorologia para ver os impactos do clima. Vamos sair da região norte, seguimos agora para o nordeste para saber como está a votação na Bahia, no maior colégio eleitoral do nordeste. A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil. As informações são do Iago Ribeiro, da TVE da Bahia, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
Movimentação intensa em vários pontos da Bahia. O Estado aparece como o quarto maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São mais de 11 milhões de baianos aptos a votar nesta eleição. Deste total, a maioria são mulheres, 53%, quase 6 milhões de eleitoras aptas a votar.
Salvador, a capital, concentra a maior parte desses eleitores, 2 milhões de eleitores participando dessa eleição. Logo na sequência vem a cidade de Feira de Santana, com 434 mil eleitores aproximadamente também participando da eleição. Um dos locais de maior movimentação neste dia 4 de outubro...
Aqui na capital baiana é o Colégio Estadual Luiz Viana Filho. Esse é o maior local de votação de Salvador, com mais de 16 mil eleitores que participam neste domingo da Festa da Democracia. Na disputa estadual são seis candidaturas ao governo da Bahia. Já para o Senado são dez candidatos concorrendo a duas vagas.
A eleição também define os representantes baianos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, além, é claro, da escolha para a presidência da República. Uma votação com milhões de eleitores que mostra a importância da Bahia no cenário político nacional. Volto com vocês da TV Brasil.
Nós vamos sair do país, mas antes eu gostaria de registrar aqui a nossa alegria na empresa Brasil de Comunicação e na TV Brasil de contar com a participação de todas as emissoras da nossa rede nacional de comunicação pública, o quanto a comunicação pública é importante nesse momento para mostrar o Brasil dos brasileiros.
Agora vamos falar sobre os brasileiros que votam no exterior. Ao todo, 918.876 eleitores estão cadastrados, quase um milhão de eleitores. Eles vão votar em 186 cidades de países dos cinco continentes. Na Argentina, vamos ficar aqui na América, na Argentina, brasileiros vão às urnas em clima de tranquilidade. As informações são de Fabián Restivo, da Telesur, nossa parceira também.
Bom, aqui na Argentina a votação começou cedo, começou às 9h30 da manhã. Está muito tranquilo tudo. O que acontece, sim, é que temos que levar à conta uma coisa. A Argentina, da Latinoamérica, é o país com maior quantidade de brasileiros. De fato, aqui moram 90 mil brasileiros.
13 mil e 100 são quem podem votar, quem tem habilitação para votar. Tem que levar a conta também que nas eleições passadas só votaram 7 mil. Mas mesmo assim, a concentração de votantes em Buenos Aires é muito grande. Por quê? Primeiro porque tem em La Plata...
Muito brasileiro que vem estudar medicina e tal. O resto mora aqui em Buenos Aires. Depois tem uma outra cidade, que é a cidade de Rosário, a 350 quilômetros, onde o Brasil não tem consulado. E aí tem muito brasileiro também, então todo mundo vem para votar aqui. Eles fizeram essa vez uma organização muito, muito, muito bem feita. Estão votando por regiões. Então isso faz com que a votação seja rápida. O que de fato tem que ser...
porque a fila de votantes, nós estamos agora na porta da Embaixada do Brasil. E aqui tem uma fila que vai e vem, vai e vem, mas ela dá a volta no quarteirão inteiro. Aqui está muito, muito tranquilo e a percepção que se tem aqui é
como no Brasil também, de ansiedade de tentar saber o que vai acontecer. Eu estava contando que a Argentina tem a melhor. Quem vem depois da Argentina em quantidade de brasileiros é Paraguai e México, onde também estão votando lá. O que nós temos por aqui agora é um bom dia depois de muita chuva e muita tranquilidade na votação de brasileiros nas eleições de 2026.
Muito bom contar também com essa eleição fora do país, quase um milhão de brasileiros. Hoje eu acompanhei a manhã inteira nas agências internacionais como os brasileiros estavam votando na Europa, enfim, na Ásia.
Eu queria falar, eu vou colocar essa pergunta agora porque eu não quero deixar de fazê-la. Então é o seguinte, eu queria falar um pouco sobre os jovens. O voto de quem está começando agora a entender essa cidadania passou por momentos conturbados. Eu queria falar daquele jovem que nos últimos anos ele tinha, sei lá, ele vai fazer o primeiro voto agora, então ele com 10 anos viveu uma briga imensa na família, ou seja...
Um desincentivo à política, porque ver o que aconteceu nos últimos cinco, seis anos nesse país, é um desincentivo também a exercer a sua cidadania e gostar de política. Ele viveu uma pandemia e ele se informa pelas redes sociais.
O que a gente espera desse jovem, Luciana? Eu tenho uma filha também que está nessa idade, fez o primeiro voto, e eu converso muito sobre isso e fico observando até uma certa despolitização de uma geração. É só uma percepção? Então, eu acho que assim, os jovens, primeiro, que eles estão diminuindo em termos de
porcentagem do eleitorado em relação à população mais velha. O pessoal mais velho, a população mais velha tem sido mais representativa, tem mais peso, digamos, eleitoral do que a população mais jovem. Então, no entanto, vamos olhar para eles tal como você sugeriu.
Eles já nasceram na época da internet, né? E eles foram crianças quando aconteceu esse cenário que nós estávamos falando, das passeatas de 13, em que eles já cresceram nessa...
de alguma maneira de um certo questionamento das instituições políticas, das instituições de representação tradicional. Então, o que você tem é que você tem até um jovem que ele pode gostar de política, mas ele gosta de fazer política de maneira diferente das instituições muito tradicionais da política, com muito menos vínculo a partidos.
Então, é uma maneira, eu posso gostar, de repente, de fazer parte de uma associação, mas não necessariamente dessa política tradicional. Você está sugerindo, então, Luciana, que a política tradicional que deveria fazer aí um meia-culpa...
e se adaptar a essa nova geração? A gente tem até alguns partidos, tanto de esquerda quanto de direita, que souberam absorver melhor esses movimentos sociais, que esses movimentos sociais sim atraem os mais jovens, e conseguiram trazer esses movimentos sociais para dentro dos partidos. Mas a gente tem mais partidos da esquerda e da direita que não são os maiores fazendo esse movimento.
Então, isso a gente, talvez assim, se pudéssemos falar os dois grandes que a gente tem, a questão, por exemplo, se você pegar o PSOL, ele foi mais aberto para essa capilaridade dos movimentos. Você tem agora esse rapaz agora com esse voto, com essa agora omissão, que antes era o novo, que pegava os jovens de direita. Então, agora os grandes partidos, eles tiveram menos capacidade de atrair esses movimentos sociais.
Agora, existe uma coisa que é muito importante, é o seguinte, é preciso fazer uma política voltada para eles. Então, o que eles precisam? Eles precisam de capacitação, eles precisam, qual que é a agenda deles? É capacitação, inserção no mercado de trabalho, gostam muito da questão também de mobilidade urbana, meio ambiente, cultura. Então, essa é uma agenda que é muito dos jovens e que precisa ser voltada para eles nesse sentido.
Geraldo, eu vou já te chamar para falar também sobre essa temática, mas eu preciso ir agora à Brasília conversar com a repórter Bruna Sanielli, que está na sede da Polícia Rodoviária Federal e tem informações para a gente. Bruna, boa tarde, bem-vinda.
Boa tarde, Luciana. Boa tarde a todos que acompanham a TV Brasil. Luciana, a gente está aqui a tarde inteira no Centro de Comando e Controle da PRF e hoje o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lins de Silva, falou que as eleições ocorrem com muita tranquilidade.
Segundo o último balanço aqui do centro, o Brasil registrou cerca de 500 ocorrências até agora no primeiro turno. Esses números estão mudando a todo momento. Desse total, 478 correspondem a crimes eleitorais.
137 são casos de boca diurna, mais de 71.800 materiais de campanha foram apreendidos e R$ 252 mil, além de 8 armas e 23 veículos. A PF também enviou um balanço às 3h30 da tarde de hoje e foram 17 inquéritos ensaurados. A PF lavrou 55 termos circunstanciados de ocorrência.
E até o momento, 144 pessoas foram conduzidas e foram apreendidos R$ 789 mil em bens, sendo R$ 383 mil em espécie. Desses, os principais crimes que estão sendo apurados são a propaganda eleitoral irregular, corrupção eleitoral, especialmente compra de votos.
O diretor-geral da PRF falou hoje também e disse que colocou mais de 3 mil policiais nas ruas para garantir a segurança das eleições e que todos tenham direito a voto.
Volto com você, Luciana. Muito obrigada, Bruna Sanielli, PRF, que a gente lembra, nas últimas eleições tivemos episódios dramáticos, traumáticos no Nordeste do Brasil, mais precisamente na Bahia, inclusive, por conta dos bloqueios da PRF que acabaram sendo colocados no inquérito do 8 de janeiro de 2023.
Eu falei que conversava com o Geraldo, a gente precisava chamar a Bruna então lá no link da PRF, mas para ouvi-lo também sobre esse posicionamento de mundo dos jovens, e isso importa, importa muito, apesar da gente ter um Brasil mais envelhecido, como a Luciana já destacou aqui, importa muito porque é o nosso futuro político.
Não, sem dúvida. Muito na linha do que a Luciana falou, a gente tem questões de ordem demográfica, que dizem respeito à diminuição do número de jovens no total da população brasileira. Proporcionalmente, nós temos menos jovens hoje. Isso está vindo de uma maneira bastante acelerada, inclusive.
Por outro lado, a gente tem as questões mais de ordem política e ideológica. Esses jovens veem com muita desconfiança as instituições políticas, que são muito distantes para eles. Especialmente os partidos políticos, como a Luciana destacou. Os partidos políticos têm muita dificuldade em falar com os jovens. Eles, muitas vezes, veem com receitas para os jovens.
Então, cultura, esporte, lazer, não é bem isso. Como se colocassem essa geração, esse grupo passivo diante do que você apresenta e não ativo, chamando para participação. Sim, é ouvir esses jovens, na verdade. Se dá o trabalho, por exemplo, de fazer algumas pesquisas e ouvir esses jovens.
Eles têm, basicamente, dois grandes interesses. A questão da escolaridade, qual é a educação que eles estão recebendo, que vai habilitá-los para a vida, e a questão também do emprego, da empregabilidade. São temas que tradicionalmente dizem respeito aos jovens e que eles têm interesse. Cada segmento, as mulheres, por exemplo, elas prestam mais atenção em saúde e educação no discurso dos candidatos.
E os jovens prestam atenção na escolaridade e no emprego, na empregabilidade. E uma última característica que tem sido observada é que os jovens, não vamos dizer isso pela impaciência da juventude, têm preferido candidatos mais personalistas, menos ligados a instituições ou partidos políticos tradicionais, mais candidatos personalistas.
Bate com o que você falou agora sobre o Renan Santos. É um movimento para a gente observar e entender daqui para o futuro. Eu vou voltar agora, gente, a São Paulo, onde está a nossa repórter Ana Graziella Guiar, no nosso maior colégio eleitoral do país. Ana, boa tarde e bem-vinda.
Boa tarde, Lu. Boa tarde a todo mundo que nos acompanha nessa cobertura. A nossa equipe está aqui no Hotel Renaissance, que fica na região dos Jardins, próximo da Paulista, para quem não é de São Paulo. A expectativa é que o presidente Lula venha para cá para acompanhar a apuração dos votos. O presidente votou pela manhã, depois seguiu para a casa dele.
onde está lá com co-religionários, com equipe de campanha e vem para cá, para esse hotel. Vocês podem ver que a gente está em uma sala aqui com bastante barulho, isso porque toda a imprensa do Brasil e do mundo, a gente viu vários colegas de várias partes do mundo.
aqui nesse salão, esperando pelo momento, porque a gente foi comunicado que o presidente Lula deve falar com a imprensa, provavelmente assim que fecharem as urnas. A comitiva do presidente Lula ainda não chegou até o hotel, mas há todo um aparato de segurança aqui em volta deste hotel, já esperando a comitiva. A gente tem um gradeado em volta do hotel, a gente passou por forte esquema de segurança, detectores de metais.
para entrar nessa sala. E aqui dessa sala toda a imprensa vai subir até um outro local, onde o presidente deve falar com a imprensa e também, além do presidente Lula, há uma expectativa que talvez o vice-presidente Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, que concorre ao governo do estado de São Paulo, também falem com a imprensa. Aqui em volta ainda não há movimento de correligionários. Mais cedo choveu bastante forte aqui em São Paulo,
Uma chuva com vento de até 77 km por hora. Então, por isso, provavelmente muita gente ainda não chegou. Mas existe uma expectativa que também muita gente, muitos apoiadores do presidente Lula, façam aqui uma vigília em volta do prédio, em volta do hotel, para acompanhar toda essa apuração que deve ir até mais tarde.
A gente continua aqui no hotel, no Renaissance, acompanhando toda essa movimentação e qualquer novidade a gente volta para trazer aí as informações para quem nos assiste na TV Brasil. Luciana, eu volto com você. Muito obrigada, Aninha. Bom trabalho. Claro que a nossa programação aqui ainda vai longe. Até o fim da apuração, já já eu conto mais para vocês. Vamos seguir agora para o Rio de Janeiro, onde está a repórter Cláudia Boiunga. Cláudia.
Boa tarde, Luciana. Boa tarde a todos. Olha, a nossa equipe de reportagem está agora aqui no Colégio Estadual Souza Guiar, na região central da cidade. Faltam 40 minutos para o fim da votação, pouco mais de 40 minutos, 41 minutos. E a movimentação aqui continua intensa, foi intensa ao longo de todo o dia.
Essa fila que está aqui atrás de mim é a movimentação mais tranquila do dia. O eleitor aqui demora em média duas horas para votar. Nessa escola são sete sessões no total. Lembrando que hoje, para quem ainda não saiu de casa, ainda dá tempo de votar, hoje o transporte é gratuito, ou seja, ônibus, barcas, VLT, metrô, tudo de graça, com a tarifa suspensa.
Então é só sair para votar. Lembrando também que não pode entrar com o celular na cabine de votação e por isso é importante sair com a chamada cola eleitoral com o número dos candidatos que você escolheu. Inclusive, uma informação importante é que na manhã deste domingo a Polícia Federal instaurou um inquérito policial para investigar a distribuição e uso de broches.
preparados com dispositivo eletrônico no município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, para votar o momento da votação, o que é ilegal. O Estado do Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do país, com 12 milhões e 800 mil eleitores. A cidade tem o segundo maior número de eleitores do país, ficando atrás apenas de São Paulo. E segundo a última atualização do Tribunal Regional...
estadual aqui do Rio de Janeiro, houve no total ao longo do dia de hoje, até o momento, a substituição de 211 urnas, lembrando que essa substituição normalmente acontece por conta de uma falha técnica no equipamento. É isso, pouco tempo para terminar a votação, ainda dá tempo de votar. Luciana, eu voto com você.
Muito importante essa sua última fala, Cláudia Boiunga. Obrigada, porque tem gente saindo de casa. Se você conseguir entrar, então, até antes das 5 horas no seu colégio eleitoral, é muito possível que você consiga, então, completar a sua votação. Mas você tem que estar lá, lá dentro da sua sessão, tá? Vamos agora até Fortaleza para saber como está a votação no Ceará. Quem tem as informações ao vivo é o repórter Elmar Lima, da nossa parceira TV Ceará. Elmar, boa tarde, bem-vindo.
Oi Luciana, muito boa tarde para você, boa tarde a todos que acompanham essa transmissão em tempo real da TV Brasil em todo o país. Aqui no Ceará não é diferente, muitos cargos e isso quer dizer uma demora maior. São mais de 109 sessões, mais de 23 mil, 109 zonas eleitorais, mais de 23 mil sessões, então isso...
acaba tendo que muita gente votar ao mesmo tempo, acaba um conchonamento. Mas nós vamos trazer aqui uma fala oficial, para a gente saber como é que está o andamento. Lorena Moraes está aqui, que é a secretária de eleições do TRS Ará. Lorena, muito boa tarde para você. Seja bem-vinda aqui na cobertura da TV Brasil. Conta para a gente qual é a real situação de agora. Fora as filas, mais algum problema? Mais uma vez, boa tarde. Boa tarde.
A votação tem acontecido com certa regularidade, com certa normalidade. Realmente, as filas longas são relatadas em vários municípios, não apenas aqui em Fortaleza. Mas isso se deve, como você antecipou há pouco, ao fato de que nós estamos com uma eleição com seis cargos. Então, as pessoas realmente têm um pouco mais de demora, mais lentidão para votar. A gente reitera que a recomendação, quem ainda não votou, está se encaminhando ao local de votação.
Leve seus números anotados, leve a colinha em papel com todos aqueles candidatos já anotados para que você possa contribuir para o fluxo de votação, fazendo com que a sua votação particularmente corra com mais rapidez. E as substituições de urnas, como é que é?
As urnas estão sendo substituídas também num padrão não diferente de outros anos. Nós tivemos 77 substituições durante todo o dia, 14 aqui em Fortaleza, 63 no interior do Estado, mas é um quantitativo também bem razoável e muito parecido com o de eleições anteriores. É isso, Lorena. Muito obrigado pelas informações. Lembrando que nós somos o terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste, o oitavo do país, quase 7 milhões de cearenses podem ir às urnas e devem ir. A gente continua acompanhando.
Segundo as pesquisas aqui, Luciana, a disputa está bem acirrada, tanto para o governo do Estado quanto para os senadores. No legislativo a gente sabe, né? É aquela proporcionalidade que pode levar uma pessoa ou outra a assumir um cargo no final dessa noite. Mas a gente continua acompanhando e volta a qualquer momento aqui de Fortaleza. Está contigo, minha amiga.
Obrigada, Elmar. Bom trabalho para você. Disputa acirrada, gente. Parece que a gente tem que entrar na bandeira do Brasil, né? Porque está em todo lugar. A gente tem poucas chances de terminar esse primeiro turno agora resolvendo em alguns estados, né? O Brasil está realmente com muita disputa, né, Luciana? É, a gente vai ter até em bastantes estados a eleição para o governo do estado sendo resolvido.
Muito porque tem poucos candidatos efetivamente competitivos. E possivelmente muitos candidatos, muito pouco candidato competitivo justamente por essa questão de ter uma polarização, às vezes muito acirrada, que evita que outras candidaturas subam.
O que é uma pena, Luciana, porque de verdade é o seguinte, nós temos um sistema que é feito em dois turnos. Por que o nosso sistema é feito em dois turnos? Para que o eleitor, num primeiro momento, ele decida efetivamente em quem ele quer. O voto útil não é natural desse sistema de dois turnos que nós temos.
Ele tem a oportunidade de fazer, evitar aquele que ele gosta menos no segundo turno. Então, eu vejo essa campanha pelo voto útil no primeiro turno, que nós estamos vendo há muitas eleições, como uma maneira que enfraquece a lógica da instituição do sistema majoritário em dois turnos.
Porque isso causa uma repercussão no sistema partidário que acaba concentrando em duas candidaturas e em dois partidos. O que é o efeito contrário que se esperava quando se adotou dessa maneira. Então, assim, agora daqui para frente, agora sim, tendo o segundo turno, agora é a hora, caso tenha o segundo turno, tendo o segundo turno,
É a hora de evitar, é natural, que aqueles que não gostem das opções que restaram, busquem aquela que eles evitam menos. Agora, o que é importante é participar, né?
Sempre o importante é participar. Participe, porque quando você se cala, alguém está tomando a sua voz. Isso é importante. Muito bem. Vou pedir ao Geraldo também as considerações finais, porque a gente está no finalzinho do programa. Não, perfeito. Eu acho que subscrevo tudo o que a Luciana acabou de dizer. Essa, inclusive, é uma eleição.
das três últimas eleições, é que mais há possibilidade de terminar no primeiro turno. São 19 estados que podem fechar no primeiro turno, nos últimos anos tem sido na média de 11. Então a gente está vendo um processo de polarização muito forte. Se a gente pegar os dois candidatos a presidente nas pesquisas, eles concentram 90% dos votos.
Então, assim, dois candidatos com 90% dos votos. Então, realmente, limita de maneira muito grande verdadeiramente as opções alternativas para o Brasil, porque a verdade não é preto ou branco, a verdade é multicolorida. Então, parabéns aí pela cobertura e, como disse a Luciana, tem que participar agora, cada voto conta.
Cada voto conta. Olha, eu que agradeço, então, a participação aqui da Luciana Veiga, do Geraldo Tadeu, os dois cientistas políticos que a gente respeita, gosta, é muito prazer sempre tê-los aqui conversar com vocês. A gente pôde aqui nesse programa, nesse primeiro momento, é isso que eu vou explicar para vocês já já, nesse primeiro momento do programa, a gente pôde passear pelo Brasil e mostrar, eu acho que isso foi perceptível com todos os repórteres, o quanto o brasileiro estava empolgado
nessa votação. Então eu comecei esse programa falando sobre uma pesquisa do Datafolha que mostra que 73% dos brasileiros, um aumento de 4 pontos percentuais, acreditam que a democracia é o melhor sistema para o país e eu acho que as duas refletiram muito isso. A participação dos brasileiros nesse pleito
nessa que é a nossa maior festa democrática. É claro que a gente ainda vai ter números de abstenções, já já o TSE começa a soltar os números, mas isso tudo vai acontecer daqui a pouquinho, em um outro programa. Eu vou chamar um rápido intervalo e te conto tudo sobre esse outro programa. Fica com a gente.
O contexto da matéria iniciar se em 00:00 e seu término está em 00:00.
O contexto da matéria iniciar se em 00:00 e seu término está em 00:00.