UERJ é condenada após fiscais obrigarem apenas candidatas negras a prender o cabelo
Publicado por Diario do Centro do Mundo - 18 de setembro de 2026
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Campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) pague R$ 35 mil a cada uma de três candidatas negras constrangidas durante uma prova de Residência em Saúde, em outubro de 2024. A 7ª Câmara de Direito Público elevou por unanimidade a indenização, inicialmente fixada em R$ 20 mil para cada participante.
Fiscais exigiram que apenas as mulheres negras prendessem os cabelos crespos para entrar na sala de prova, sob a alegação de que o volume dos fios poderia esconder celulares ou outros objetos. O edital não previa a regra, que também não atingiu os demais candidatos.
Os magistrados classificaram a conduta como preconceituosa e humilhante, além de reconhecerem discriminação e racismo institucional. A decisão considerou que a Uerj reconheceu o erro, afastou os fiscais envolvidos e cancelou a prova da área de Serviço Social.
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