: Reprodução/PhysisUm dos morcegos capturados para o estudoUm homem foi vítima de um ataque de morcego hematófago na Praia do Mangue, em Ilha Grande, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O caso, é alvo de estudos de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).Segundo a análise dos pesquisadores, publicada na revista científica “Physis”, o homem em questão tinha 33 anos na época e percebeu um ferimento no dedo do pé. Como não sentiu dor no momento, ele só se deu conta que havia se machucado quando reparou a quantidade de sangue, mas não chegou sequer a ver o animal.Só depois de conversar com pessoas próximas que a vítima se atentou quanto a possibilidade de ser um ataque de morcego e logo procurou uma unidade de saúde, onde foi aplicado todo o protocolo antirrábico.Ataques a cães já aconteciam na regiãoSegundo os pesquisadores, antes do ataque ao homem, os cães que viviam com ele na mesma casa já haviam sido atacados por morcegos hematófagos por três vezes em cerca de 20 dias. Depois dos casos, o Laboratório de Ecologia de Mamíferos da Uerj foi procurado pelos moradores e realizou uma investigação no local, que é cercada por um rio e vegetação. Na ocasião, foram instaladas dez redes de neblina ao redor da residência. Ao todo, foram capturados nove morcegos de cinco espécies para o estudo.Reprodução/PhysisRedes instaladas na casa onde aconteceram os ataques para capturar os morcegosIlha Grande já tinha registros de ataques a humanosO caso relatado na revista recém publicada, aconteceu no dia 17 de março de 2024 e não foi o primeiro envolvendo morcegos hematófagos na região. De acordo com o estudo, já havia relatos da espécie se alimentando de sangue de cães, galinhas e até humanos.Segundo os pesquisadores, Ilha Grande possui 37 espécies diferentes de morcegos e está entre as áreas do Rio de Janeiro com maior abundância desses animais.Leia tambémMilton Leite é alvo de operação que mira o PCC em SPGrupo suspeito de transportar cocaína em aviões é alvo da PFPai de Vorcaro pede a Fachin fim da suspensão no STFNúmeros da raiva no Rio de JaneiroOs morcegos hematófagos fazem parte de um grupo específico de três espécies que dependem exclusivamente de sangue para se alimentar: Desmodus rotundus, Diaemus youngii e Diphylla ecaudata.No Brasil, o Desmodus rotundus é considerado o principal reservatório do vírus da raiva, o que motivou o estudo dos pesquisadores da Uerj.O estudo aponta que entre 2014 e 2023, foram registrados 174 casos de raiva causados por mordidas de morcego em animais por todo o estado do Rio e um caso em humanos, registrado em Angra dos Reis em 2020.
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