Pesquisa da Fiocruz encontra cocaína em rios do Rio de Janeiro
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Fonte
Rádio Tupi 96,5 MHz
Sentimento
Positivo
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R$ 17.592,12
Data Publicação
08/10/2026
08:00h
8h25, bom dia Valeria Marques. Bom dia Isabelle. Pesquisa detecta cocaína em rios fluminenses. Uma pesquisa liderada pela Fiocruz identificou a presença de cocaína em rios da capital fluminense e de Duque de Caxias na Baixada. Além da cocaína, o principal derivado da droga foi encontrado nos rios Irajá e Carioca e no rio Meriti. Os canais do Cunha e do Mangue também foram incluídos na investigação.
As análises laboratoriais revelaram altos níveis de contaminação, inclusive superiores aos encontrados em países como Bélgica, Espanha e Estados Unidos. O coordenador do estudo e pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, Henrico Sagioro, conta como a cocaína chegou aos rios.
Essa cocaína encontrada nos rios cariocas, ela vem principalmente dos usuários que fazem uso da substância, ela é metabolizada e sai na urina. E devido a falta de saneamento que é encontrada na nossa cidade, esse esgoto muito provavelmente vai em natura chegando nesses rios.
É uma outra via importante também sobre os laboratórios clandestinos da droga, que vão trabalhar, refinar a droga para a venda. Muitas das vezes, esse escoamento especial direto para os rios pode estar aportando a droga dos rios, dos usuários e também do mercado clandestino.
O pesquisador destaca ainda que outras bactérias podem ser encontradas no estado. Os níveis encontrados da cocaína e do metabólito, eles são muito similares a encontrados em esgoto, em outros países. E o que a gente está analisando é rio, então isso determina, mostra para a gente a má qualidade dos rios cariocas, por si só.
Então, além da cocaína, a gente provavelmente vai ter bactérias, outros contaminantes que causam danos à saúde. Para investigar a contaminação, os cientistas realizaram coletas mensais de água nos cinco rios que deságuam na Baía de Guanabara durante um ano, entre julho de 2022 e junho de 2023. Das 60 amostras coletadas, somente uma não apresentou cocaína. Mariana Machado, para o Tupi Notícias.
Segundo a Fiocruz, a contaminação foi maior na estação chuvosa de outubro a março, com pico no mês de janeiro. O que está alinhado com estudos nacionais e internacionais que apontam aumento da presença de drogas ilícitas no ambiente em períodos de férias e festas. A pesquisa também contou com a colaboração da UERJ, da UFRJ e da Unirio.
O estudo teve financiamento da Fundação Carlos Sagas Filho, de amparo à pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a FAPERG. Agora na Rua Santa Luzia, no centro do Rio, céu parcialmente nublado, temperatura de 25 graus. Do Rio Notícias, informação a toda hora. E segue o programa Isabelle Benito. Informação, esporte e emoção, tá tudo aqui, super rádio.
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