Diretor de filmes como “O agente secreto” (2025), “Bacurau” (2019) e “O som ao redor” (2012), Kleber Mendonça Filho participa hoje do encontro inaugural do curso “Cinema baixadense: história, poética e modos de produção”. A conversa será às 18h30, na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF/Uerj), em Duque de Caxias. O evento é gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia.
Coordenador de Cinema do Instituto Moreira Salles (IMS), Kleber vai discutir o cinema independente e o audiovisual produzido nas periferias do Brasil, relacionando parte de sua cinematografia à produção de realizadores da Baixada. A conversa será mediada por profissionais do Baixada Filma, da FEBF/Uerj e do Cinema IMS.
O encontro marca o início do curso, realizado pela área de Educação do IMS em parceria com o Baixada Filma, a FEBF-Uerj e o Cinema IMS. A formação encerra a programação de 2026 da Escola Escuta, plataforma do Instituto Moreira Salles voltada à formação em arte e cultura e à valorização e ao fortalecimento de agentes culturais atuantes em territórios populares da Região Metropolitana do Rio.
— Não vejo como uma aula, mas a possibilidade de compartilhar uma experiência trabalhando com o audiovisual num mundo tão dominado por uma narrativa poderosa que normalmente vem de fora e de longe. Gosto muito desse diálogo, e ouvir os mais jovens me enche de energia positiva e criativa — diz o diretor.
O curso terá quatro encontros, de 17 de outubro a 14 de novembro, mediados por realizadores do movimento Baixada Filma e professoras da Licenciatura em Cinema e Audiovisual da FEBF/Uerj. As inscrições já foram encerradas.
Destaque ao protagonismo da mulher
O curso tem como objetivo fortalecer a formação de estudantes de graduação e de cineastas independentes da Baixada Fluminense, aproximando universidade, território e campo audiovisual. O programa aborda a poética, os modos de produção e as estéticas do audiovisual produzido na região. O curso parte de experiências como cineclubes, TVs comunitárias e filmes colaborativos, além de discutir o direito à fabulação e à autoria, com destaque para o protagonismo das mulheres no cinema produzido na Baixada.
Segundo Jorge Freire, supervisor de Educação e Territórios do IMS, a formação está ligada ao desafio de ampliar o acesso a diferentes narrativas:
— Este curso está relacionado a um dos principais desafios da Escola Escuta: ofertar a possibilidade de se confrontar com diferentes narrativas, ampliando as possibilidades de discussões e fazendo uma disputa por ampla democratização dos saberes ligados à cultura — explica o supervisor.