Toda hora a gente fala aqui de feminicídio não é? E o programa empoderadas da UERJ enfrenta dificuldades para manter o atendimento às mulheres vítimas de violência, veja só. Funcionárias que estão com salários atrasados, fizeram 1 protesto em frente ao Palácio Guanabara, vamos ver. Mulheres estão morrendo, a gente segue atendendo. O grito é 1 pedido de ajuda de 1 projeto que existe para apoiar mulheres.
São profissionais que se dedicam a atender vítimas de crimes como estupro, assédio, perseguição, tortura psicológica, agressões e assassinatos. Vítimas que não podem esperar. 2º o Instituto de Segurança Pública o IISP, esse ano já foram 180 tentativas de feminicídio no estado do Rio, e 48 crimes concretizados, o que dá 1 média de mais de 1 mulher vítima por dia. No ano passado, 105 mulheres foram mortas, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Mesmo sem receber repasses do governo do estado há 7 meses, o projeto Empoderadas não deixou de atender.
O programa é executado pela UERJ com recursos públicos. Até o ano passado estava sob a gestão da Casa Civil. Com a mudança de governo, passou para Secretaria de Estado da Mulher e políticas inclusivas. Foi quando o processo da renovação do contrato, que começou em fevereiro, parou. A gente recebeu 1 parecer da procuradoria-geral do estado, autorizando a permanência do programa e também o pagamento dos atrasados.
Eles entenderam pela viabilidade do programa, mas recomendou algumas medidas para que a gente pudesse adotar para aperfeiçoar o nosso projeto de trabalho junto ao ERJ. Todas essas recomendações foram imediatamente adotadas e e realizadas tanto pela ERJ quanto pelo programa. Na última a UERJ decidiu suspender o Empoderadas até que o governo do estado formalize a renovação do projeto e faça o repasse das verbas. A gente está infelizmente com 1 grupo de trabalhadoras que estão há 7 meses sem receber. A violência não parou, e o Empoderadas também não parou.
A gente segue trabalhando, dentro lógico de várias limitações, não é, de entrega, o estado, as mulheres precisam do Empoderadas. O projeto Empoderadas existe há 7 anos. Já atendeu mais de 2000000 e meio de mulheres em 70 polos distribuídos em todas as regiões do estado. Ano passado, o orçamento disponível foi de 30000000 de reais. O recurso custeio atendimento jurídico psicológico, aulas de defesa pessoal e cursos de qualificação profissional para mulheres em situação de violência.
São 200 funcionários. Muitas pessoas como a Mayara, ela chegou ao projeto como vítima e hoje é professora. Tive 1 crise já no meu 1º dia, porque eu tive 1 gatilho de 1 queda que elas estavam ensinando e aí lembrei de 1, de 1 surra que eu tomei por me negar a ser violada e eles estavam ensinando a não bater a cabeça. E nesse nesse gatilho eu lembrei que eu bati a cabeça e desmaiei, então ali tinha 1 psicóloga presente, tinha 1 advogada presente e foi ali que começou todo o meu acolhimento. A Emanuelly é professora de defesa pessoal, Ela está grávida de 7 meses.
A gente depende do salário para tudo não é? É para montar os o enxoval, para fazer exames não é, que nem todos os exames a gente consegue pela pela rede pública, então tem sido bastante angustiante esse medo não é, dessa incerteza não é, de que vai ser resolvido. O governo do Rio diz que todos os contratos firmados pela gestão anterior passam por auditoria, e que qualquer decisão sobre novos repasses depende da conclusão dessas análises, dessa auditoria. Nós perguntamos se há 1 prazo não é, para regularizar a situação do projeto empoderadas mas não tivemos retorno, Edmilson foi apurar, o governo suspende o repasse, Agora, a que secretaria esse projeto é atrelado no governo? Bom vamos lá, são 3 observações super importantes.
1º o seguinte, quem trabalha precisa receber. Sim. As pessoas trabalharam 7, estão trabalhando há 7 meses sem receber. Quem trabalha precisa receber, então há necessidade de pagar essas pessoas, isso é 1 ponto. O 2º ponto é o seguinte, esse programa vem com problemas desde o governo passado, o governo Cláudio Castro, que é o seguinte, ele saiu da secretaria de desenvolvimento social, depois foi para Casa Civil e da Casa Civil para Secretaria das Mulheres, enfim, algo Migrou de Secretaria Secretaria.
Migrando tanto assim que a gente ainda não conseguiu identificar, esse é 1 ponto. E aí quando sai deste governo, foi para procuradoria-geral do estado e disse olha, desse jeito não está certo, precisa, e agora quando vem para esse novo governo, o novo governo está fazendo 1 grande levantamento de todos os contratos. Então, se está correto, paga, se se não está correto, não paga. Então, é 1 grande levantamento, o que também está certo. Tem mesmo que levantar todos os contratos, saber exatamente onde o dinheiro da população está indo, mas que é 1 olhar super importante, pessoas que trabalharam precisam receber, não existe essa história de trabalhar de graça, não é isso, estão trabalhando por 1 causa importante e se trabalharam precisam receber, portanto há de se ter 1 olhar mais atento para isso.
7 meses sem ganhar nada, realmente dureza, hein? Vou subir com