Após meses de greve, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) retornaram às salas de aula ontem. Os servidores técnico-administrativos mantiveram a paralisação iniciada em abril. No campus do Maracanã, na Zona Norte, alunos ouvidos por O DIA celebraram a retomada das atividades, mas lamentaram o período de incertezas.
Pedro Lucas, 28 anos, é estudante de Ciências Biológicas e está na reta final do curso. Ele contou que ficou aliviado com a volta das aulas, porém perdeu uma oportunidade de estágio com as mudanças repentinas de horário provocadas pela greve.
“Está complicado. Eu ia começar em um estágio, mas agora não posso mais porque as aulas voltaram e os horários entrariam em conflito. O pior da greve é não saber quando as aulas vão voltar, então ficamos reféns”, explicou.
A estudante de Enfermagem Brenda de Azereto, 20, destacou que os alunos voltaram às salas mesmo com demandas pendentes.
“A expectativa está muito grande para a volta às aulas, mas também uma frustração pelo que está acontecendo. Os docentes conseguiram os seus direitos, mas os estudantes ainda estão tendo que lutar pelos auxílios por causa dessa crise orçamentária”, lamentou Brenda.
Os docentes da Uerj decidiram pela suspensão da greve logo no início de julho, logo após a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovar o Projeto de Lei Complementar que cria o Adicional de Desenvolvimento Funcional (ADF). Essa era uma das principais reivindicações apresentadas pelos grevistas.