Os técnicos-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram manter a greve da categoria, apesar de os docentes terem aprovado o encerramento da paralisação iniciada em março. A decisão foi tomada durante assembleia realizada nesta segunda-feira (6).
Na reunião, os servidores rebateram a declaração da reitora Gulnar Azevedo anunciada na última sessão do Conselho Universitário, realizada na sexta-feira (3), de que a universidade retomaria o funcionamento normal a partir da próxima semana.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), a categoria entende que a Uerj ainda não voltou à normalidade porque as principais reivindicações dos técnicos seguem sem solução. Entre elas, está a retomada dos auxílios saúde e educação, suspensos desde fevereiro de 2024.
Na semana passada, os professores deliberaram pelo retorno às atividades a partir de 13 de julho, passando ao estado de greve, etapa anterior à paralisação. A medida também foi apresentada como uma forma de demonstrar apoio aos técnicos, que permanecem mobilizados.
Reunião com governador em exercício
Durante a assembleia, os servidores classificaram esta semana como uma das mais importantes desde o início da greve. A expectativa está voltada para uma reunião prevista com o governador em exercício Ricardo Couto, na próxima quinta-feira (9), quando será discutida a pauta dos auxílios.
Ainda durante a assembleia, os trabalhadores cobraram do vice-reitor que interceda junto ao governador para viabilizar uma reunião exclusiva com representantes dos técnicos-administrativos, voltada especificamente às demandas da categoria. Segundo o Sintuperj, o vice-reitor deverá apresentar um posicionamento sobre o pedido nesta terça-feira (7).
A categoria reivindica a retomada dos benefícios nos valores de R$ 900 para os auxílios saúde e educação. No caso do auxílio educação, a proposta prevê o pagamento para servidores com filhos de até 24 anos que estejam estudando, com R$ 300 destinados ao terceiro filho. Já em relação ao auxílio saúde, os técnicos defendem que o benefício também seja estendido aos aposentados.
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