Economia / Servidor Público Técnicos administrativos da Uerj seguem em greve Paralisação prossegue mesmo com retorno dos docentes às atividades no dia 13; servidores argumentam que pautas prioritárias não foram atendidas Por Beatriz Coutinho — Rio de Janeiro 07/07/2026 11h05 Atualizado 07/07/2026 12h04 Facebook Twitter Whatsapp Os técnicos administrativos da Uerj seguem em greve — Foto: Sintuperj Os técnicos administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mantiveram a greve, deflagrada pela categoria em abril. De acordo com os servidores, as pautas prioritárias da categoria não foram atendidas e, por isso, as atividades seguirão suspensas. A decisão foi tomada na segunda-feira (dia 6), durante assembleia. Continuar lendo A paralisação segue apesar dos docentes terem votado, na semana passada, pelo fim da greve iniciada em março na categoria. O retorno das aulas está previsto para o dia 13 de julho. Os professores voltaram ao estado de greve, ou seja, um estágio anterior à paralisação das atividades, em parte como forma de prestar solidariedade aos técnicos da universidade. Com esse cenário, a pressão para que os técnicos também retornem às atividades aumenta, embora a presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais no Estado do Rio, Cassia Silveira, observe que "não há condição de voltar sem o retorno dos auxílios". — Essa questão é fundamental para sairmos de greve — pontuou Cássia à coluna. A categoria reivindica o retorno dos auxílios saúde e educação, suspensos desde fevereiro de 2024, nos valores de R$ 900 cada. No caso do último benefício, ele seria concedido aos servidores que têm filhos de até 24 anos, mas que estejam estudando, com o terceiro filho recebendo R$ 300. No auxílio saúde, por sua vez, a luta é para estender o benefício aos aposentados. Volta da mesa para debater PCCS Durante a assembleia, os servidores também mencionaram a reformulação do plano de carreiras. A presidente do Sintuperj explica que o Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria foi criado dentro da Uerj e seguiu para o governo em 2023. Quem estava na gestão à época era o ex-governador Cláudio Castro. Ela conta que chegou a ser montada uma mesa de negociação, mas que as tratativas não foram adiante. A expectativa é de que, com a greve, os servidores consigam ao menos retomar o mecanismo de negociação. — A gente também quer retomar essa negociação com o governo do estado. Esse ano já não dá para encaminhar para efeitos financeiros, mas [a ideia é] já deixar engatilhado para o ano que vem — afirma Cassia. Os servidores devem ter uma reunião com o governador em exercício, Ricardo Couto, na próxima quinta-feira (dia 9), às 16h, após o encontro da última sexta-feira (dia 3), ter apresentado pouco avanço para suas reivindicações. Os técnicos devem fazer uma vigília no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) na parte da manhã. — Esperamos que a quinta-feira tenha um desfecho positivo por parte do governo do estado — concluiu Cassia.
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