Manifestantes pediram a regularização do programa durante ato no Centro - Reprodução/Arquivo pessoal
Manifestantes pediram a regularização do programa durante ato no CentroReprodução/Arquivo pessoal
Leonardo Britoleonardo.oliveira@odia.com.br
Publicado 02/07/2026 22:07
Rio – O atraso no pagamento dos salários de trabalhadores do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia levou a categoria a intensificar a mobilização e decretar estado de greve. Nesta quinta-feira (2), profissionais realizaram um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), cobrando uma solução para os vencimentos pendentes e mais transparência sobre o futuro do programa.Segundo os trabalhadores, os problemas começaram em abril, quando apenas parte dos salários foi paga. Os vencimentos referentes aos meses de maio e junho continuam em aberto, situação que, de acordo com a categoria, compromete a rotina dos profissionais responsáveis pelos atendimentos realizados em diversas regiões do estado.Após a manifestação, representantes do Fórum dos Trabalhadores do Programa Rio Sem LGBTIfobia se reuniram com integrantes do governo estadual. Em nota, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou que já encaminhou os procedimentos para a descentralização dos recursos destinados ao programa e que os pagamentos deverão ser efetuados nos próximos dias.O governo também afirmou que a transferência dos valores para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), parceira responsável pela execução da política pública, está em fase final de tramitação administrativa.Apesar da sinalização, os trabalhadores afirmam que permanecerão mobilizados até que os salários sejam efetivamente depositados."A manifestação de hoje foi muito importante porque demonstrou que a mobilização organizada dos trabalhadores produz resultados. Saímos desse ato com o andamento do parecer que aguardávamos e com tratativas apresentadas pelo secretário, que assumiu compromissos de diálogo. Agora vamos acompanhar de perto para que essas promessas se transformem em medidas concretas", afirmou o fundador do Fórum de Trabalhadores do Programa Rio Sem LGBTIfobia, Théo Silveira.Os profissionais também relatam preocupação com a suspensão de contratações previstas para reforçar as equipes do programa e alertam para os impactos que a crise financeira pode causar no atendimento à população LGBTI+.Criado em 2021, o Programa Rio Sem LGBTIfobia oferece serviços de acolhimento social, orientação jurídica, atendimento psicológico e acompanhamento de vítimas de violência, além de atuar em ações de promoção de direitos e combate à discriminação. Atualmente, a iniciativa conta com mais de 300 profissionais distribuídos em unidades espalhadas pelo estado.
Rio Sem LGBTIfobiadireitos humanosgovernosociedade
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