Após mais de três meses de paralisação, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram encerrar a greve e retomar as atividades acadêmicas. A suspensão do movimento foi aprovada na noite desta quarta-feira (01/07), em assembleia realizada pela Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), e as aulas devem ser retomadas no próximo dia 13, tanto na universidade quanto no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-Uerj).
Apesar do fim da paralisação, a categoria decidiu permanecer em estado de greve. Segundo a Asduerj, a medida tem como objetivo manter a mobilização caso os acordos firmados com o Governo do Estado e a reitoria não sejam cumpridos, além de demonstrar apoio aos servidores técnico-administrativos, que seguem em greve desde abril.
De acordo com o presidente da entidade, Gregory Magalhães, a decisão de encerrar a greve foi tomada após avanços nas principais reivindicações apresentadas pelos docentes. Entre elas estão o pagamento das parcelas restantes da recomposição salarial referente às perdas acumuladas entre 2017 e 2021, o aumento do auxílio-alimentação, a regulamentação do adicional por tempo de serviço vinculado ao desempenho e a previsão de investimentos na infraestrutura da universidade por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Com o retorno das atividades, a Uerj terá de reorganizar o calendário acadêmico para garantir a reposição das aulas perdidas. Segundo a Asduerj, a compensação dos dias parados seguirá o que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que exige o cumprimento dos 200 dias letivos anuais.
A universidade informou que iniciou, nesta quinta-feira (02/07), as reuniões para definir o novo calendário acadêmico da graduação e do CAp-Uerj. O cronograma ainda precisará ser aprovado pelos conselhos superiores da instituição antes de ser divulgado.
Entre os avanços apontados pelos professores está o anúncio, feito pelo Governo do Estado em maio, do pagamento das duas parcelas restantes da recomposição salarial dos servidores estaduais. Também foi destacada a ampliação do auxílio-alimentação, que passou a ser pago integralmente em folha, no valor de R$ 1.500. Antes, o benefício era dividido entre auxílio-alimentação e vale-alimentação.
Outro ponto citado pela categoria é a adesão do Estado ao Propag, programa federal que prevê a repactuação da dívida com a União e abre espaço para investimentos em áreas como a infraestrutura da universidade.
Enquanto os docentes retomam as atividades, os servidores técnico-administrativos permanecem em greve. A categoria tem uma assembleia marcada para a próxima segunda-feira (06/07), quando deverá discutir os rumos do movimento.
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