Como cuidar da endometriose: doença que acomete 1 em cada 10 mulheres brasileiras tem demora no diagnóstico e diferentes tratamentos - Gazeta de São Paulo
Tem sido cada vez mais comum ouvir relatos sobre o diagnóstico de endometriose. A doença faz parte da rotina de mulheres e jovens no Brasil, e a dificuldade no laudo concreto e a eficácia dos tratamentos impactam diariamente no dia a dia e no auxílio médico.
A endometriose se trata de uma doença inflamatória crônica, na qual um tecido, semelhante ao endométrio – a camada que reveste a parte interna do útero -, se espalha e cresce fora dele, em órgãos da região pélvica ou abdominal. Normalmente, esse descontrole no crescimento de tecidos gera dor intensa, fluxos menstruais acima do normal e pode causar infertilidade.
De acordo com um levantamento feito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 2020, mulheres normalmente levam de 8 a 10 anos para fecharem um diagnóstico da doença.
Durante esse tempo, as visitas ao médico são frequentes, junto à realização de vários exames, gastos com medicamentos e dores indescritíveis que perduram até o início do tratamento.
O primeiro motivo que pode contribuir para a demora é a normalização da dor menstrual. Muitas mulheres acreditam que a intensidade da cólica faça parte do processo, menosprezando o sintoma e mascarando a gravidade com medicações habituais.
O acesso dos hospitais a exames que facilitam o diagnóstico também é algo fundamental. Principalmente os feitos por imagem, como o ultrassom ginecológico com doppler, que pode auxiliar na visualização dos tecidos que acometem normalmente ovários e trompas.
A realização do procedimento é fundamental para a finalização do diagnóstico, ainda mais que a endometriose é uma doença sem cura, além de crônica, porém controlável.
Apesar de não ter cura, o alívio das crises é possível com abordagens multidisciplinares e combinadas, já que somam questões inflamatórias, musculares e neuropáticas. Segundo a Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) e o novo protocolo do SUS, os principais auxiliadores se dividem entre:
Em momentos de dor intensa ou crises abdominais por conta do espalhamento dos tecidos, usar bolsas de água quente ou compressas na região pode ajudar no relaxamento da musculatura e melhorar o fluxo sanguíneo do local.
Além disso, exercícios de mobilidade, como alongamentos suaves e posições de yoga reduzem a tensão na região.
Já reabilitações com eficácia comprovada são recomendadas, como a fisioterapia pélvica, acupuntura e psicoterapia, que auxiliam nas diferentes frentes que podem ser impactadas pelo diagnóstico de endometriose.
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