Facebook Telegram WhatsApp LinkedIn Copie o link!Hospital de Campanha Brasileiro em operações humanitárias
O Hospital de Campanha Brasileiro empregado no apoio às vítimas dos terremotos registrados na Venezuela em junho foi um dos destaques do II Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres, realizado nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro.
O encontro ocorreu no Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval (COpPazNav), na Ilha do Governador, e reuniu representantes das Forças Armadas, órgãos públicos, instituições de saúde, pesquisadores e estudantes.
A programação discutiu formas de ampliar a capacidade brasileira de resposta a desastres ambientais e crises humanitárias, incluindo o emprego de estruturas médicas expedicionárias e da Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (FRIDA).
Hospital de Campanha foi empregado na Venezuela
Durante o seminário, os participantes puderam conhecer a estrutura do Hospital de Campanha Brasileiro utilizado na missão de apoio às vítimas dos terremotos da Venezuela.
O complexo médico-expedicionário possui 30 leitos de enfermaria e quatro de UTI, além de centro cirúrgico e laboratório de análises clínicas.
A estrutura também dispõe de equipamentos de raio-X e ultrassom, farmácia, odontologia e fisioterapia.
O atendimento pode abranger ainda pediatria, ortopedia, assistência social, acompanhamento psicológico e obstetrícia, incluindo sala de parto com capacidade para procedimentos operatórios.
Estrutura pode operar em cenários extremos
Para manter o funcionamento em áreas afetadas por grandes desastres, o hospital dispõe de recursos próprios de apoio.
Entre eles estão estação de tratamento de água, cozinha de campanha e sistema integrado de comunicação por satélite.
Esse conjunto permite que a unidade seja instalada em locais onde a infraestrutura convencional tenha sido comprometida ou seja insuficiente para atender à população afetada.
A experiência adquirida com o Hospital de Campanha Brasileiro esteve entre os temas apresentados durante a programação da tarde, que também abordou logística, busca e resgate e atuação de equipes médicas de emergência.
FRIDA esteve entre os temas do encontro
Outro destaque foi a Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (FRIDA), estrutura de pronto-emprego do Corpo de Fuzileiros Navais criada para atuar em calamidades públicas e desastres.
A iniciativa envolve parceria da Marinha do Brasil com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), firmada durante a COP30.
Segundo as informações apresentadas, nos últimos seis anos o Corpo de Fuzileiros Navais foi empregado em mais de 11 crises humanitárias.
A experiência brasileira também inclui missões realizadas no Haiti e no Chile após terremotos que atingiram os dois países.
Seminário reuniu mais de mil participantes
A expectativa da organização era receber mais de 1.000 participantes, entre civis e militares.
O público incluiu estudantes da Escola de Guerra Naval (EGN), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
Entre os órgãos e instituições representados estavam Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira, Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores, Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Organização Pan-Americana da Saúde, BNDES e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.𝑝𝘶𝑏𝘭𝑖𝘤𝑖𝘥𝑎𝘥𝑒
Medicina operativa e resposta a desastres
Durante a manhã, os debates abordaram temas como evolução da medicina operativa, participação das Forças Armadas em desastres, gerenciamento de riscos e atuação da Força Nacional do SUS.
Também foi discutido o papel de instituições financeiras e de outros órgãos públicos no enfrentamento de eventos extremos.
À tarde, a programação incluiu demonstração de equipe médica de emergência e apresentações sobre logística, operações de busca e resgate e a experiência do hospital brasileiro empregado na Venezuela.
Realizado das 9h às 17h30, o seminário teve como sede o Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na Ilha do Governador.
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