Governo do Rio de Janeiro admite dívida bilionária com BNDES e discute novos investimentos
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Fonte
Band News RJ
Sentimento
Negativo
Valoração
R$ 80.596,65
Data Publicação
24/08/2026
11:29h
Onze e vinte e cinco, trazer agora o João Boeri pra conversa, porque na sexta-feira a gente acompanhou uma reunião entre BNDES e Governo do Estado, que para além de tratativas relacionadas a dívidas junto ao BNDES, discutiram também projetos que podem sair do papel nas próximas gestões.
João Boeri, bom dia.
Como a extensão da linha dois do Metropen, entre Estácio e Praça Quinze.
Bom dia a você, André Azazé.
Aos nossos ouvintes, antes de falar dos novos investimentos, novos projetos, responder algumas perguntas que o Carlos André Aza já fez aqui no ar, inclusive nos últimos meses, sobre aquela dívida.
Você vai lembrar, André Aza?
da supervia com o BNDES pra comprar trens em dois mil e treze pra renovar o sistema ferroviário aqui do estado do Rio de Janeiro, o BNDES junto com o governo do estado fecharam um financiamento de um ponto nove bilhões de reais, um bilhão e novecentos milhões de reais com o BNDES pra comprar esses trens, essa dívida, André Asa, supervia que agora deixou
É, o sistema ferroviário aqui do Rio, quem vai pagar é o estado do Rio de Janeiro, viu?
Ao todo são quase oito bilhões de dívidas com o BNDES.
Essa é a menor, que chega a quase dois bilhões de reais.
A maior, ela é referente a um outro financiamento também.
que o Rio de Janeiro pegou com o BNDES para as obras da linha quatro do metrô, obras que não acabaram também.
Essas dívidas, André Azapim, serão renegociadas, já foram renegociadas, estimativa do governo do Rio de ter uma liberação de verba por ano, só com essa renegociação de cerca de duzentos e quarenta e dois milhões de reais que o Estado deve economizar com essa renegociação que foi feita junto com o BNDES.
Além disso, agora falando dos novos investimentos.
João, desculpa te interromper, mas isso são fatos novos, certo?
Nós temos fatos novos aí.
A dívida existia, o Cristiano Pinho tem essa mesma memória.
Ele participou de conversas, de entrevistas a esse respeito.
A dívida do BNDES, a dívida da Supervia com o BNDES, dívida contraída pela concessionária, certo?
Dívida bilionária.
Nós estamos aqui há meses, eu estou aqui há meses questionando quem pagaria essa conta.
A gestão anterior, a gestão Cláudio Castro, dizia, me corrija se eu estiver errado, eu tenho memória,
dizia que não havia hipótese de o Estado do Rio de Janeiro arcar com essa dívida, contraída pela concessionária atual, Supervia, que não existe mais.
Eu me lembro de eu dizendo, pessoal, a empresa foi embora.
Ela meteu o pé, ela deixou o trem para o Estado.
O Estado fez um novo programa de contratação para a gestão, para a administração do trem.
Essa dívida não vai ficar, barbas de molho sempre, essa dívida não vai ficar com o Estado do Rio de Janeiro.
O Estado do Rio de Janeiro não vai arcar com essa despesa.
Não, não vai, não vai, não vai.
Tem parecer disso, tem parecer daquilo.
Não vai acontecer.
Então agora o João Boer está nos informando.
que o Estado do Rio e o Estado do Rio, portanto, o governo Ricardo Couto de Castro, a Secretaria de Fazenda, eu imagino, negociando com o BNDES.
Houve algumas reuniões na semana passada do governo do Estado com o BNDES, com a Luísa Mercadante.
O BNDES, obviamente, não disposto a abrir mão dessa grana, está certíssimo, negociando com o governo do Estado do Rio o pagamento de uma dívida que, de repente, o Estado do Rio admitiu.
Então, não é uma boa notícia essa, não é. É uma notícia esquisita essa.
O Estado do Rio admite que vai honrar uma dívida que ele não contraiu, que foi a concessionária.
O Estado do Rio não brigou por isso, devia ter brigado com a concessionária na hora do término da operação, na hora que a Mitsui ia embora, tinha que ter tratado disso.
Não tratou e agora o governo Cláudio Castro acabou, saiu, morreu, vem o novo governo e aí de repente a dívida é renegociada, como se fosse uma boa notícia. Bom, se o Rio tivesse de pagar todos esses bilhões de uma vez, quebrava, na hipótese em que o Estado quebrasse. Então agora renegociou a dívida, mas isso é uma boa notícia a partir da má notícia, João Bueno, então só me confirma isso.
O Rio de Janeiro, portanto, o Estado do Rio de Janeiro admitiu que essa dívida é dele? Correto. E como nada foi pago até agora, nem pela concessionária e nem pelo Estado do Rio, essa dívida começa do zero. E aí vai juntar esses dois contratos, essas duas dívidas, a primeira referente às obras da linha 4 e a segunda referente à compra de trens do sistema ferroviário. Vai juntar tudo num contrato só.
diminuição de juros e aumento do prazo. Então, você vai passar mais tempo pagando, só que um valor menor. Estimativa de economia de 242 milhões de reais. Só para chamar, diga. Estimativa de economia a partir do fato do momento em que você admite que você tem essa dívida. Porque o governo dizia que não tinha. Isso é que me parece um fato novo. Isso não é legal. Caramba!
Essa dívida não foi, essa dívida, esse empréstimo tomado ao BNDES, não o foi pelo governo do estado do Rio de Janeiro, certo, João Boel? Foi a concessionária que tomou, foi a Supervia que tomou. Aí a Supervia vai embora, mete o pé, em condições favoráveis para ela, mete o pé e deixa a dívida para o estado do Rio de Janeiro.
E o Estado do Rio de Janeiro deveria contestar, na minha visão, o Estado do Rio de Janeiro deveria contestar isso. O que eles alegaram, André, é que com esse passivo deixado pela Supervia de 1,9 bilhão, você, em caso de não assumir essa dívida e agora...
colocar ali no pacote, fechando oito bi com BNDES, recalculando parcelas, etc e tal, você entraria num caso de litígio judicial impedindo a adesão efetiva ao Propag, não permitiria novos financiamentos via BNDES, que a gente vai até tratar na sequência. Só pra te trazer que essa é a justificativa. A condição.
Então, é a condição que o BNDES exige e que o Propag exige. Mas o governo do estado do Rio de Janeiro, o governo agora do Ricardo Couto, não pode tratar isso... Eu sei que o governador não é um político e tal, não vai politizar, mas não dá para tratar isso como uma coisa normal.
que se tenha deixado de chegar nesse lugar porque houve um momento em que se negociou um contrato em que se negociou finalmente o destrato da Supervia o momento em que a Supervia as condições foram acertadas pra que a Supervia deixasse o negócio e ninguém olhou pra isso alguém cometeu um crime aí da natureza de responsabilidade alguém cometeu um crime
Porque acabou um governo, acabou um governo, acabou uma concessão, fica pendurada uma dívida de dois bilhões de reais que o governo anterior...
O governo anterior dizia que não seria do Estado, que não seria, que não tinha a menor possibilidade de ser. E, de repente, o mesmo governo que celebrava o Propag, a solução do Propag e o governador Cláudio Castro celebrando o Propag, o Propag ao qual o Rio não pode aderir sem resolver esse passivo.
E tem um elemento aí escandaloso. De repente o governo do estado do Rio de Janeiro herdando uma dívida. Eu não vou tratar isso como normal. Não vou deixar passar. O governo do estado do Rio de Janeiro admitindo uma dívida que não contraiu de dois bilhões de reais. Em troca de quê? De poder aderir num programa de desendividamento. Quer dizer, o estado se endivida ainda mais uma dívida que não é sua para poder pagar menos no Propag.
é uma solução bizarra isso é bizarro não é normal esse troço eu entendo os argumentos todos aí mas o Rio de Janeiro se colocou nesse lugar quem é que vai responder por isso? João Boeri
Isso, com a palavra o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que falou na sexta-feira com esse encontro de jornalistas com o presidente do BNDES e o próprio governador, onde tem a palavra dele. O próximo governante vai pegar um Estado com a perspectiva de pagamento de financiamentos bem menores. Se o atual...
Receber o Estado com a necessidade de pagar 600 milhões ao BLDS, o futuro vai receber o Estado com a perspectiva de pagar menos 240 milhões por ano. O que importa numa boa sobra de recursos para cumprir todas as funções que o Estado necessita.
Nesse encontro... Desculpa, João. Essa conta, só para registrar, eu entendi o argumento. Mas ela internaliza uma dívida que o Estado não contraiu. Esse é que é o ponto. O Estado renegociou um conjunto de dívidas em bons termos, mas em cuja base está um empréstimo que não foi feito pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. Um financiamento tomado ao BNDES pela Mitsui, pela Supervia.
E o Estado do Rio, de repente, incorpora isso. E aí sim, renegocia, negocia boas condições de pagamento. Mas se não tiver, renegociaria de qualquer maneira, porque há outros financiamentos a serem renegociados. Renegociaria de outra maneira, mas com uma base de dois bilhões menor.
Não tem como dizer que eu estou errado nisso, com uma base de dois bilhões a menos, se reivindicasse, se lutasse. E não necessariamente esse governo, parece que é um fato consumado, uma armadilha deixada pelo governo anterior. Mas alguém tem que ser responsabilizado pelo fato de que, de repente, o Estado do Rio tem dois bilhões a mais de dívida. Ah, vai pagar por mais tempo, com juros menores, mas são dois bilhões a mais de dívida que o Estado não tomou, meu Deus do céu.
Sobre novos investimentos, falaram sobre ampliação do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da UERJ, na Zona Norte. Perdão. Sobre a extensão da linha 2 do metrô também, passando ali pelo Estácio, Praça 15. A gente, inclusive, tem a palavra do presidente do BNDES, Aloysio Mercadante, falando que a extensão da linha 2 é uma das prioridades do BNDES para os próximos anos. A gente tem a palavra dele.
Nós fizemos um estudo para 183 cidades e planejamos para 10 anos a mobilidade urbana. Então nós temos vários projetos básicos para o Rio de Janeiro. Esse é um dos projetos. Nós temos projetos que são bem mais caros, tem projetos de menor valor, enfim, projetos relevantes. Esse é um deles que foi estudado, quantas pessoas transportam, o que tem que ser feito, tem todos esses dados técnicos.
Ao todo, 25 bilhões de dívidas do estado do Rio com instituições bancárias. Dentro desse montante, estava a dívida com o BNDES anunciada, admitida pelo governo, de quase 8 bilhões de reais. E esse projeto do metrô, de todos os traçados que fez o BNDES, se salvo engano, é o mais barato. Eu lia um tempo atrás, há alguns meses, um grande estudo que eles fizeram,
E aí você tem diversas linhas ali projetadas para a expansão metroviária do Rio de Janeiro. Uma que ligaria Cocotá na Ilha do Governador até o Terminal Alvorada na Barra da Tijuca. Você tem linha também chegando até Deodoro fazendo a ligação com a Barra da Tijuca. Tem a tão falada linha 3 que iria até Itaboraí passando por Niterói e São Gonçalo. Mas a mais barata, sem dúvidas, e talvez seja o projeto mais de pé no chão, André Aza, para uma linha metroviária
que carece realmente de investimentos, que não é aumentada na velocidade em que você vê, por exemplo, São Paulo aumentando sua malha ferroviária, que é uma linha que já tem um traçado pré-pronto, que é você realmente fazer ali a...
A finalização de um projeto já existente pra chegar até a Praça 15 e dividir mesmo, né, os trilhos. Porque o que você tem hoje, até com a criação da Cidade Nova, foi uma... Não vou chamar de gambiarra, mas foi um jeitinho que deram ali de você costurar e as linhas estão conectadas, a 1 e a 2. Tanto que hoje dá problema...
um trecho ali da linha 1, você impacta a linha 2 porque ela passa no mesmo traçado, né? Então, é um projeto que é mais barato e já seria um ganho que a gente teria ali bem eficaz pro nosso transporte. Todo mundo que é especialista em mobilidade urbana fala isso.
Sem dúvida, factível, ou seja, mais fácil e resolveria funcional aqui para a cidade. Sem esquecer os outros, as outras linhas projetadas, os outros sonhos de metrô. A questão é que nós estamos muito atrás em matéria de metrô. Eu estou aqui em São Paulo, venho com alguma frequência, conversando com muita gente. As pessoas aqui têm metrô...
para todo lugar praticamente, certo? E crescendo. É maravilhoso? Não é, tem muitos problemas. Mas existem as opções, existem as linhas, elas crescem, tem um investimento constante. O Rio de Janeiro fica há décadas sem fazer metrô. Décadas e décadas parado. É difícil avançar e tal. Enfim, vamos ver. Eu sou descrente.
E ousado também esse projeto do Pedro Ernesto, né? A título de comparação, essa modernização do Hospital Pedro Ernesto deixaria a unidade no mesmo patamar de um sírio-libanês da vida, foi o que citaram aí Mercadante Couto. Então, eu devo dizer para o governador Ricardo Couto de Castro que ele não é político, certo? Mercadante é. É dizer, infelizmente, gente, infelizmente, dizer que o Hospital Pedro Ernesto ficará como o
Einstein, o sírio-libanês, desculpa, eu vou usar uma palavra ruim aqui, mas isso é sacanagem, isso é uma promessa que ilude as pessoas, pode ser que alguém acredite nisso.
Sim, porque eu mesmo não tenho... Eu mesmo, Cristiano Pinho, nós não temos... Entre os que estão nos ouvindo aqui, serão pouquíssimos aqueles que, tendo um bom plano de saúde, têm acesso a um Einstein da vida, a um sírio-libanês. Pouquíssimas pessoas na sociedade têm. Então, o que eles estão prometendo é esse padrão de excelência restritivo. Quando ficam doentes, é para lá que vai o presidente da república.
É para lá que vai o Lula, é para lá que vai o Jair Bolsonaro. Um para o Einstein e o outro para o sírio-libanês. O que eles estão dizendo, e isso vai passando, prosperando como um discurso aceitável, é que eles estão dizendo que o Pedro Ernesto, vamos lá ver como está o Pedro Ernesto agora, que o Pedro Ernesto vai ter o padrão de excelência do Einstein ou do sírio-libanês. Então, vai cobrar de quem esse troço? Uma promessa como essa?
Então, é assim, a gente tem que dar voz, tem que falar, tem que fazer circular a informação, é uma promessa. Mas o mundo real da saúde pública no Rio de Janeiro é outro. Mas alguém que está me ouvindo aqui acredita que o Pedro Ernesto vai ficar com esse padrão? Mas eles estão dizendo, cara. Barbaridade.
Onze horas e quarenta minutos, valeu João Boeri. Uma notícia dessa madrugada, André Aza, algo que tem ficado cada vez mais frequente aqui no Rio de Janeiro, noite de domingo pra madrugada de segunda, aliás, furto de aparelho de ar-condicionado, só que dessa vez a Secretaria Municipal de Ordem Pública, ela conseguiu recuperar
O contexto da matéria iniciar se em 00:00 e seu término está em 00:00.
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