Nota assinada por Ana Maria Araújo Freire, viúva do educador, docentes, pesquisadores e movimentos sociais acusa empresa de utilizar imagens sem autorização e fora de contexto; grupo também pede retratação. Foto: Reprodução
Um coletivo formado por pesquisadores, professores, movimentos sociais e instituições ligadas à educação divulgou uma nota em que denuncia uma produtora de extrema-direita pela publicação de uma série de vídeos distorcidos e falsos sobre o educador Paulo Freire. Entre os signatários está Ana Maria Araújo Freire, viúva do educador, além de docentes e pesquisadores de universidades de diferentes regiões do país.
>>> Confira e assine a nota aqui
Segundo a nota, a empresa vem publicando vídeos em seu perfil nas redes sociais que atacam a figura e o pensamento de Paulo Freire e utilizam imagens de educadoras durante uma atividade realizada pelo Núcleo de Educação Popular Paulo Freire (NEP), da Universidade do Estado do Pará (Uepa).
O coletivo afirma que as imagens teriam sido utilizadas sem autorização das educadoras e retiradas do contexto em que foram originalmente produzidas. De acordo com a manifestação, a gravação ocorreu durante um evento acadêmico do NEP no auditório da Uepa.
“O Núcleo não possui nenhum tipo de vínculo ou concordância com as ideias veiculadas pela mídia Brasil Paralelo e a imagem apresentada está fora do contexto em que foi realizado, um evento acadêmico”, afirma a nota.
Universidades de todo o país aparecem na manifestação
Além da viúva de Paulo Freire, a manifestação reúne docentes e discentes vinculados à Universidade do Estado do Pará (Uepa), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Amapá (Unifap), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).
Também são mencionadas lideranças de movimentos sociais, representantes de organizações indígenas e integrantes do Fórum Paraense de Educação do Campo, além de grupos de pesquisa dedicados ao pensamento educacional de Paulo Freire, como o Núcleo de Educação Popular Paulo Freire, o GEPEP-RUAZ e a Rede Freireana de Pesquisadores.
A manifestação sustenta que a utilização das imagens das educadoras sem consentimento representaria violação ao direito à imagem, e que o conteúdo divulgado teria distorcido o sentido da atividade acadêmica e atingido a reputação das pesquisadoras que aparecem nas gravações.
Na nota, os signatários defendem que a liberdade de expressão não abrange a divulgação de informações falsas nem autoriza a utilização da imagem de pessoas sem consentimento.
“O uso da imagem do Paulo Freire e de educadoras que estudam o pensamento de Paulo Freire, utilizada de forma intencional, distorcida, mentirosa, caluniosa e antiética para fins politiqueiros, não pode ser mantida”, afirma o documento.
Compartilhar:
Compartilhar no Facebook(abre em nova janela)
Facebook
Compartilhar no X(abre em nova janela)
X
O contexto da matéria iniciar se em 00:00 e seu término está em 00:00.
O contexto da matéria iniciar se em 00:00 e seu término está em 00:00.