Governo Federal e Estadual discutem estratégias para enfrentar os efeitos do El Niño no Rio
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Fonte
Band News RJ
Sentimento
Neutro
Valoração
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Data Publicação
20/08/2026
17:39h
Agora é cinco horas e quarenta e quatro minutos.
Luiz Eduardo Castro está aqui no estúdio para trazer informações sobre hoje reuniões que a gente teve tanto do Governo Federal quanto do Governo do Estado aqui do Rio de Janeiro em relação ao El Ninho.
Preparações então para possíveis desdobramentos que isso pode trazer para a população.
Boa tarde para você Luiz.
É isso, Fernando.
Muito boa tarde a você, Pinho, Maria e todos os nossos ouvintes.
Estive hoje lá no antigo Palácio da Fazenda, no centro da capital fluminense, onde teve, então, o encontro proposto pela Secretaria-Geral da Presidência da República e pelo IBGE, apelidado de Diálogos Regionais.
Esse que foi, inclusive, o primeiro.
Esse evento será feito pelo Governo Federal em todas as regiões do Brasil.
O primeiro aconteceu hoje, dia 20 de agosto, quinta-feira, aqui no Rio de Janeiro, sobre, claro,
a região sudeste.
E só pra gente dar uma noção pro nosso público no que consiste esse encontro, é basicamente um momento pro governo federal e entidades ligadas a ele e ligadas também a pesquisa sobre efeitos climáticos e sobre o meio ambiente em geral.
Por exemplo, tava hoje representado o Semadem, o Jardim Botânico aqui do Rio, que é muito mais do que só um jardim botânico de visitação, é também uma entidade de pesquisa, tinha entidades ligadas a universidades federais de todo o Brasil e é um momento em que o governo federal se junta,
com pessoas da sociedade civil, representantes de movimentos e também com autoridades locais pra falar basicamente o seguinte, olha, o que a gente sabe sobre a Uninho, é isso.
O que a gente sabe sobre esse Uninho específico deste ano, que segundo informaram lá, deve ser mais intenso do que os outros.
Inclusive usaram até o termo nada extraordinário, assim, nada que a gente não possa prever, por exemplo, mas claro, um Uninho com um fenômeno com eventos muito mais intensos do que os que a gente já tem registrado.
Então estão chamando de super Uninho esse, né?
Super é o Ninho, inclusive a prefeitura tem até um plano há cerca de mais de um mês e meio, eles já anunciaram.
Mas enfim, é basicamente um encontro para que o governo federal dialogue com a sociedade civil para primeiro explicar o que pode acontecer, explicar como o governo federal está se preparando e também entender as demandas da população.
Por exemplo, a gente tinha lá representado até a Secretaria de Periferias, que é ligada ao Ministério das Cidades, que faz, por exemplo, no Rio de Janeiro, e aí era a principal questão que estava em discussão por lá,
Um trabalho de comunidades que sejam perto do litoral, proteção de encostes, comunidades que tenham uma fragilidade já em época de chuva também, proteção de encostes, comunidades que sejam planas, como por exemplo o Complexo da Maré, mas que tenham muita retenção de calor por falta de arborização, por um fator ou outro.
diminuir esse tipo de efeito, diminuir a sensação de calor dessas pessoas e, enfim, um evento focado nessa discussão, mas que já apresentou não só estudos, mas também algumas propostas, como, por exemplo, a implementação de um plano da Universidade Federal do Paraná, que tenta justamente criar, dentro de ambientes urbanos mais densos, como, por exemplo, aqui no Rio de Janeiro, pontos estratégicos em praças ou em locais que tenham ali um espaço disponível em meio aos prédios, em meio às edificações,
para que as pessoas possam se recuperar especificamente em momentos de onda de calor, que é um dos principais problemas ligados à degradação do meio ambiente aqui no Rio de Janeiro.
Áreas verdes, né?
Cada vez mais áreas verdes.
Mas não só áreas verdes, mas também áreas verdes, por exemplo, com pontos de hidratação, com um projeto feito arquitetônico especificamente para a circulação de ar.
Por exemplo, praças, como dito, praças, ou também quadras esportivas em bairros que possam ser utilizados para esse tipo de local.
E também, claro, a análise, por exemplo, de coisas que a gente já fala por aqui há bastante tempo, que é, por exemplo, o calor na ilha de Sepitiba, que hoje se tornou o lugar mais quente do Rio de Janeiro.
por ter lá a estação meteorológica, também em Guaratiba, no Complexo da Maré, como já dito.
Enfim, foi um encontro para definir esse tipo de proposta, para entender onde as entidades locais aqui do Rio de Janeiro querem mais atenção.
Mas hoje, na parte da manhã, a gente também teve o primeiro Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos da União, criado pelo Governo do Estado no mês passado, que vai ter os trabalhos divididos em quatro frentes prioritárias, chamadas de câmeras técnicas.
Cada uma delas está focada na proteção de uma área considerada essencial, saúde e proteção social, agricultura, pecuária e segurança alimentar, incêndios florestais e proteção ambiental e infraestrutura, energia e recursos hídricos.
Nessa quinta, os representantes então das noventa e duas cidades que acompanham aqui o estado do Rio se reuniram para o primeiro encontro dessa iniciativa no campus Maracanã,
Lá da UERJ, na Zona Norte, esse evento que marcou a consolidação de uma agenda permanente de cooperação e alinhamento técnico entre o Estado e os municípios para gestão de riscos e resposta a desastres climáticos.
Esse fenômeno, o El Ninho, que deve atingir o Estado do Rio com maior intensidade a partir do mês de setembro e que meteorologistas apontam para um cenário de aumento das temperaturas com calor acima da média para o período e escassez hídrica com uma tendência de chuvas abaixo do normal.
É isso, são agendas importantes.
Essa do governo federal é até bem simbólico, ter o Rio abrindo a agenda que vai ser feita em várias cidades, contemplando as cinco regiões do nosso país, né?
E sobre algumas das medidas que você citou, Luiz, que estão sendo estudadas para serem implementadas, aí eu acho que é até um desafio maior para esse comitê que se reuniu pela manhã,
Óbvio que não é só a capital, mas a capital tem muito essa característica também de ter bairros cada vez mais quentes, porque já tem uma geografia, uma topografia que os prejudica, bairros cercados por grandes morros, grandes maciços, que dificultam essa circulação de ar ou tornam ela um pouco diferente.
Você pega um bairro de Irajá, por exemplo.
Irajá é cercado por morros,
Pega ali Avenida Brasil.
Realengo, Bangu.
É isso.
Pega Via Expressa perto.
Então, área com muito automóvel.
Área que pega ali o sol a pino batendo ali no asfalto.
Então, naquela ponta de Irajá, perto ali do Trevo das Margaridas.
Cara, ali é calor pra caramba.
E são regiões onde tá subindo cada vez mais prédio.
É cada vez menos árvore, cada vez mais prédio.
Então, esses bairros, eles precisam ter um planejamento também para absorver o que prevê, por exemplo, esse projeto que você citou da Universidade do Paraná, de criar essas áreas mesmo de recuperação, investindo não só...
em verde, mas cuidando pra que você tenha ali a manutenção da circulação de vento, pra você não criar uma estufa dentro do bairro, que se não, meu amigo, os efeitos que já são complexos, essas mudanças climáticas que já são graves do El Ninho, podem ser potencializadas pela falta de políticas públicas pra garantir a manutenção desses locais, né?
Então, são agendas importantes, por enquanto,
Tem uma grande medida anunciada, na prática não temos soluções que a gente vai ver a curto prazo mudanças, mas é importante falar, se prevenir e lá na frente, quando essas mudanças chegarem, se elas realmente chegarem, a gente está pronto e já saber qual caminho seguir para mitigar os efeitos delas.
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