A decisão do governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, de extinguir a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e incorporar sua estrutura à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços provocou reações na Assembleia Legislativa (Alerj).
Publicado no Diário Oficial de quarta-feira (6), o Decreto nº 50.413/2026 unificou as duas estruturas administrativas, que passam a formar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECICTI). Parlamentares demonstraram preocupação com os possíveis impactos da medida sobre as políticas públicas voltadas ao setor.
Tanto a presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa, deputada Élika Takimoto (PT), quanto a presidente da Comissão de Trabalho, deputada Dani Balbi (PCdoB), criticaram a reestruturação.
Enquanto Élika afirmou que buscará diálogo com o Executivo para compreender os efeitos da mudança, Balbi informou que enviará um ofício ao governo estadual solicitando esclarecimentos sobre a decisão.
Comissão teme impactos sobre universidades e pesquisa
Para Élika, a publicação do decreto causa preocupação por extinguir uma estrutura administrativa exclusiva para a área de ciência, tecnologia e inovação, responsável pela condução de instituições consideradas estratégicas para o estado, como a UERJ, a UENF, a Faetec, a Fundação Cecierj e a Faperj.
“Como presidenta da Comissão de Ciência e Tecnologia, busco manter diálogo permanente com os diversos setores do governo e com o governador em exercício, Ricardo Couto, na perspectiva de compreender os efeitos desse decreto e seus impactos sobre as nossas universidades, o ensino técnico, a pesquisa científica, a extensão universitária e a inovação, pilares fundamentais para o desenvolvimento do estado”, declarou.
A parlamentar também ressaltou a importância de preservar a autonomia da pasta. “A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação desempenha um papel estratégico na estrutura administrativa do Estado”, afirmou.
Na avaliação sua avaliação, reduzir a autonomia institucional por meio da fusão com outra pasta representa um enfraquecimento da política pública de ciência, tecnologia e inovação, “justamente em um momento em que o conhecimento, a pesquisa e a formação de profissionais qualificados são essenciais para o desenvolvimento econômico e social”.
Dani Balbi anuncia ofício ao governo
Também crítica à decisão, Dani Balbi, informou que encaminhará um ofício ao governo pedindo explicações sobre a extinção da secretaria.
“A decisão do governador Ricardo Couto de unir as Secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia é um ataque à produção de conhecimento no nosso estado”, afirmou.
Para a deputada, a mudança compromete uma área considerada estratégica para o desenvolvimento do estado.
“Ciência, tecnologia e inovação são áreas estratégicas para a soberania, para a geração de empregos qualificados, para o fortalecimento das universidades, da pesquisa, da indústria e para o desenvolvimento de políticas públicas que melhorem a vida da população”, declarou.
A reestruturação promovida pelo governo estadual concentra em uma única secretaria as políticas de desenvolvimento econômico, indústria, comércio, serviços, ciência, tecnologia e inovação. Até o momento, o governo do Estado não havia se manifestado sobre as críticas apresentadas pelas parlamentares nem detalhado os impactos administrativos da reorganização sobre os órgãos vinculados à antiga Secti.
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A decisão do governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, de extinguir a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e incorporar sua estrutura à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços provocou reações na Assembleia Legislativa (Alerj).
Publicado no Diário Oficial de quarta-feira (6), o Decreto nº 50.413/2026 unificou as duas estruturas administrativas, que passam a formar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECICTI). Parlamentares demonstraram preocupação com os possíveis impactos da medida sobre as políticas públicas voltadas ao setor.
Tanto a presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa, deputada Élika Takimoto (PT), quanto a presidente da Comissão de Trabalho, deputada Dani Balbi (PCdoB), criticaram a reestruturação.
Enquanto Élika afirmou que buscará diálogo com o Executivo para compreender os efeitos da mudança, Balbi informou que enviará um ofício ao governo estadual solicitando esclarecimentos sobre a decisão.
Para Élika, a publicação do decreto causa preocupação por extinguir uma estrutura administrativa exclusiva para a área de ciência, tecnologia e inovação, responsável pela condução de instituições consideradas estratégicas para o estado, como a UERJ, a UENF, a Faetec, a Fundação Cecierj e a Faperj.
“Como presidenta da Comissão de Ciência e Tecnologia, busco manter diálogo permanente com os diversos setores do governo e com o governador em exercício, Ricardo Couto, na perspectiva de compreender os efeitos desse decreto e seus impactos sobre as nossas universidades, o ensino técnico, a pesquisa científica, a extensão universitária e a inovação, pilares fundamentais para o desenvolvimento do estado”, declarou.
A parlamentar também ressaltou a importância de preservar a autonomia da pasta. “A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação desempenha um papel estratégico na estrutura administrativa do Estado”, afirmou.
Na avaliação sua avaliação, reduzir a autonomia institucional por meio da fusão com outra pasta representa um enfraquecimento da política pública de ciência, tecnologia e inovação, “justamente em um momento em que o conhecimento, a pesquisa e a formação de profissionais qualificados são essenciais para o desenvolvimento econômico e social”.
Também crítica à decisão, Dani Balbi, informou que encaminhará um ofício ao governo pedindo explicações sobre a extinção da secretaria.
“A decisão do governador Ricardo Couto de unir as Secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia é um ataque à produção de conhecimento no nosso estado”, afirmou.
Para a deputada, a mudança compromete uma área considerada estratégica para o desenvolvimento do estado.
“Ciência, tecnologia e inovação são áreas estratégicas para a soberania, para a geração de empregos qualificados, para o fortalecimento das universidades, da pesquisa, da indústria e para o desenvolvimento de políticas públicas que melhorem a vida da população”, declarou.
A reestruturação promovida pelo governo estadual concentra em uma única secretaria as políticas de desenvolvimento econômico, indústria, comércio, serviços, ciência, tecnologia e inovação. Até o momento, o governo do Estado não havia se manifestado sobre as críticas apresentadas pelas parlamentares nem detalhado os impactos administrativos da reorganização sobre os órgãos vinculados à antiga Secti.
O contexto da matéria iniciar se em 00:00 e seu término está em 00:00.
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