Após mais de três meses de paralisação, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ) decidiram suspender a greve. O retorno das atividades acadêmicas presenciais foi aprovado em assembleia no campus Maracanã e está agendado para o dia 13 de julho.
**“ESTADO DE GREVE”**
Embora as aulas sejam retomadas, a categoria permanecerá em “estado de greve”, mantendo a mobilização ativa para acompanhar as negociações com o Executivo. Os técnicos-administrativos e os estudantes ainda definirão os rumos de suas respectivas mobilizações.
A universidade garantiu que todos os dias letivos perdidos serão integralmente repostos, cumprindo a exigência legal de 200 dias de aula por ano, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Não haverá descontos salariais pelos dias parados.
**ADICIONAL DE DESENVOLVIMENTO FUNCIONAL**
A suspensão do movimento ganhou força após a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovar o Projeto de Lei Complementar nº 59/2026, que institui o Adicional de Desenvolvimento Funcional (ADF). A nova legislação assegura uma progressão remuneratória baseada em critérios de tempo de serviço, qualificação e desempenho acadêmico, com bônus que podem alcançar até 60% sobre o salário-base.
**CONQUISTAS**
Além do Adicional de Desenvolvimento Funcional, a mobilização dos docentes garantiu o atendimento de outras reivindicações históricas da categoria junto ao governo estadual.
Entre as principais conquistas estão o pagamento das parcelas restantes da recomposição salarial prevista na Lei 9.436/2021 e a majoração do auxílio-alimentação, que passou para o valor unificado de R$ 1.500 pagos diretamente na folha de pagamento.
O movimento também assegurou a incidência do triênio sobre o regime de Dedicação Exclusiva (DE) e novos investimentos em infraestrutura por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que auxilia na repactuação da dívida pública do Rio com a União.