Dos deputados estaduais que disputaram uma nova vaga para mais quatro anos na Alerj, 17 não conseguiram renovar o mandato nas urnas neste domingo. Entre os nomes mais conhecidos que ficaram de fora da próxima legislatura estão Carlos Minc (PSB), Dionísio Lins (PP) e Alexandre Knoploch (PL).
Aos 75 anos, Minc recebeu 31.092 votos e não assegurou uma cadeira no Legislativo fluminense após dez eleições consecutivas desde 1986. Atualmente, é o decano da Alerj, parlamentar há mais tempo na Casa. Ligado às pautas ambientais e de defesa dos direitos humanos, foi autor de leis sobre reciclagem de resíduos sólidos, proteção a animais e de combate à intolerância religiosa e ao racismo.
Conhecido pela defesa de taxistas, Dionísio Lins foi autor da lei que concedeu isenção de ICMS para a categoria. Também fez projetos voltados para a Zona Norte, como o que viabilizou a transformação de um prédio abandonado de uma faculdade particular, em Vaz Lobo, em um novo campus da Uerj.
Ex-integrante da chamada “tropa de choque” dos governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro na Alerj, Knoploch teve atuação marcada por polêmicas, tanto dentro como fora da Alerj. A mais recente ocorreu durante a campanha. O deputado se envolveu em discussão com militantes do PSOL na Tijuca e, para afastá-los, mostrou uma arma que carregava sob a camiseta. A Justiça Eleitoral determinou que o parlamentar entregasse à Polícia Federal todas as sete armas registradas no nome dele.