Estudantes da UNB desenvolvem munhequeira inteligente para monitoramento de saúde a baixo custo
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Fonte
TV Globo Brasília
Sentimento
Positivo
Valoração
R$ 51.415,20
Data Publicação
28/09/2026
12:39h
Assunto: INSTITUCIONAL- Pesquisa
Agora a gente fala do seguinte, três estudantes da UNB criaram uma munhequeira inteligente de baixo custo para monitorar pacientes. O protótipo, ele mede a frequência cardíaca, a saturação de oxigênio, o movimento e ainda pode identificar até as quedas. São estudos fundamentais. Os dados vão para uma plataforma digital que pode ser acompanhada por profissionais de saúde. Repórter Guilherme Glória.
Essa munhequeira monitora a frequência cardíaca, saturação de oxigênio e movimentação, identifica possíveis quedas e envia os dados para uma plataforma digital. E assim, profissionais de saúde podem ter acesso às informações em tempo real. O equipamento foi desenvolvido pelo Hermínio, o Alexandre e o Felipe.
alunos da UNB de Medicina, Engenharia Elétrica e Engenharia de Software. Eles irão participar da BioChallenge, competição nacional de engenharia biomédica, em que estudantes precisam desenvolver soluções tecnológicas eficientes e simples para problemas reais da saúde pública. Nossa equipe conheceu um pouco mais dessa criação numa conversa com os estudantes e com o coordenador das equipes de pesquisa.
Como todo o sistema público, a gente tem essa carência de profissionais e de realmente ter uma eficiência muito grande, se a gente tem algo, um mecanismo para poder monitorar em tempo real, às vezes uma pessoa está mal ou então ela está estável, mas o quadro dela piora, a cor da pulseira dela não vai mudar. Então, é justamente aí que entra a nossa solução. Várias pessoas morriam antes mesmo de serem atendidas nos leitos dos hospitais.
Então a gente visou erradicar essas mortes primeiramente, para depois a gente abrir o nosso projeto para várias outras coisas, como home care. Vimos na prática como os sensores instalados na munhequeira monitoram as informações e emitem alertas de emergência ou de queda.
O equipamento foi pensado para substituir as tradicionais pulseiras usadas nos prontos-socorros e emergências. E por isso, precisa ser economicamente viável. O protótipo foi feito com materiais reutilizados de empresas de tapeçaria e tem baixo custo, cerca de R$ 130. Na primeira etapa da competição, este grupo ficou em terceiro lugar entre 96 equipes.
que continua para aprimorar a criação. Hoje, com grandes manufatureiras, a gente consegue produzir tanto a parte da pulseira customizada quanto os componentes e circuitos customizados e conseguir baratear muito mais o custo e fazer ele ser mais adaptado ao sistema de saúde.
A etapa final será disputada no dia 1º de outubro, durante o Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica, em Fortaleza. O Alexandre é quem vai representar o grupo com uma motivação particular extra.
Meu pai veio falecer no segundo semestre do curso, abriu a BioChallenge e eu vi que meu pai sempre gostou de área médica, ele também gostava muito de eletrônica. Então eu decidi me inscrever na BioChallenge e aí eu peguei os equipamentos que estavam guardados do meu pai, as coisas guardadas do meu pai e comecei a trabalhar e quando eu vi eu estava o dia todo nisso. Tudo me motivou, me deu força para fazer esse projeto graças ao meu pai.
E aí eu chamei o pessoal, então deu tudo certo. Como nós fazemos parte de universidade pública, eu acredito que é muito do nosso dever poder servir a sociedade de volta, entendeu? Então, conseguir soluções que melhoram a vida das pessoas, principalmente da saúde, e também com custo baixo, que tornar isso tudo muito acessível para as pessoas, é uma grande honra para nós poder estar retribuindo o favor que é a gente estar estudando aqui na Universidade de Brasília.
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